Big Data pode otimizar o marketing das empresas

Ferramenta ajuda a embasar decisões em informações reais – e não em meras possibilidades –, localizar potenciais clientes, personalizar ofertas, melhorar as pesquisas de mercado e otimizar o engajamento

Antigamente, uma boa campanha de marketing precisava de relatórios e análises de mercado, mas um bom brainstorm era capaz de criar ações inovadoras e relevantes. Hoje, sem dados em mãos, é praticamente impossível desenvolver mensagens e iniciativas que impactam seu cliente. Por isso, utilizar as soluções de Big Data é fundamental para o sucesso de qualquer campanha de marketing, já que é possível extrair e compreender informações sobre o público-alvo e traçar estratégias.

É cada vez mais improvável imaginar a gestão e divulgação de um negócio sem a utilização de dados relevantes. Pesquisa conduzida pela KPMG Capital mostra que 99% dos profissionais acreditam que Big Data é importante para a tomada de decisão. Entretanto, saber lidar com essa grande quantidade e conteúdo segue como maior desafio: 85% confirmam ter dificuldades para interpretar essas informações e apenas 25% conseguem aplicar os insights em novas estratégias.

Hoje, o marketing utiliza e está dependente de dados para desenvolver suas estratégias para o público correto e, principalmente, com a mensagem mais adequada para impactá-lo. O Big Data é uma ferramenta que ajuda a embasar as decisões de marketing em informações reais – e não em meras possibilidades.  Localizar potenciais clientes, personalizar ofertas, melhorar as pesquisas de mercado e otimizar o engajamento são apenas alguns dos usos possíveis.

Muitas empresas já estão utilizando Big Data aliado à inteligência de mercado, especialmente para pensar ações de marketing. Entretanto, a simples utilização de dados com mais qualidade não garante o sucesso imediato das campanhas. É preciso saber o que fazer com essas novas informações. Elas devem gerar novos insights e servir como referência para as diferentes estratégias da equipe – e isso apenas com uma interpretação e investigação acurada dos relatórios.

Não são poucos os profissionais de marketing que torcem o nariz para a entrada dos recursos tecnológicos nos processos de criação de campanhas. Entretanto, é um caminho sem volta justamente por otimizar e trazer informações de qualidade para embasar as decisões. No caso específico do Big Data, é preciso entender que ele não chega para robotizar a criatividade inerente à área.  Na verdade, é uma ferramenta importante para auxiliar os grandes estrategistas, que agora podem usar informações reais ao invés de suposições baseados em simples estatísticas com margens de erro.

Fonte: Decision Report

Sua empresa está pronta para o futuro data-driven?

Todo mundo sabe da importância dos dados. Basta notar que as empresas que mais cresceram nos últimos anos tem no seu core esse compromisso de ser data-driven, e existe uma enorme oportunidade para muitas outras chegarem aos estágios mais avançados dessa transformação.

Dados são uma riqueza ainda tão pouco explorada, que ela não está sendo nem mesmo avaliada formalmente nas análises de valor das empresas. É como se a gente avaliasse o solo, mas ignorasse o potencial escondido no subsolo. No entanto, é apenas uma questão de tempo até o valor da massa de dados de um negócio começar a fazer parte do balanço das empresas, assim como o goodwillde marca já faz hoje. Segundo a consultoria Gartner, em 2021 isso já será uma realidade.

Nos últimos dois anos, foram produzidos 90% de todos os dados disponíveis no mundo. E nos próximos dois, vamos produzir um volume equivalente a todo o conhecimento gerado pela humanidade até hoje. Mas essas informações capturadas todos os dias precisam ser refinadas e transformadas em inteligência capaz de gerar riqueza para as empresas. Não adianta ter centenas de milhões de terabytes de dados se eles não forem acionáveis.

E como podemos acumular dados e extrair valor deles, colocando o consumidor no centro e criando vantagens competitivas para as empresas?

O primeiro passo é começar a reunir esses dados agora mesmo – tudo bem se você ainda não tiver uma estratégia definida do que fazer com eles. A verdade é que está ficando cada vez mais fácil usar as informações coletadas de forma inteligente. Não é à toa que vemos uma grande quantidade de empresas e universidades desenvolvendo e patenteando algoritmos no momento.

Um bom exemplo é a chinesa Alibaba.com. Com três plataformas de e-commerce, meio de pagamento mobile, navegador, empresa de vídeos e site de notícias próprios, eles se consolidaram como a 12ª empresa em market cap em 2017¹. Mas de onde eles extraem esse valor? Se você disse “dos dados”, acertou.

A Alibaba usa seus algoritmos de recomendação de produtos para extrair valor de toda informação que coleta. A importância desses algoritmos para as vendas da empresa é tanta que, no ano passado, uma simples mudança neles acelerou o crescimento da receita de e-commerce em mais de 20 pontos percentuais². Além disso, eles também aplicam essa inteligência na personalização de anúncios para os parceiros do seu marketplace, incrementando ainda mais o volume de vendas da companhia.

Ok, isso tudo é extremamente interessante, mas como uma empresa se torna data-driven?

Na nossa visão, esse movimento deve se estruturar em cinco pilares: pessoas, processos, assets, dados e tecnologia.

1. Pessoas

É essencial que haja um esforço da empresa em correr atrás das pessoas que possam ajudar essa transformação a acontecer, e elas têm perfis profissionais bastante específicos, como, por exemplo, o CDO (Chief Data Officer).

Chief Data Officer é um dos líderes mais importantes para as organizações interessadas nessa mudança de direcionamento. Em 2015, apenas 25% das grandes empresas tinham esse cargo, no entanto, um estudo da Gartner estima que, em um futuro próximo, esse número alcançará 90%.³ Mas é claro que apenas líderes não bastam, também são necessários outros profissionais capacitados; um dos perfis mais valorizados para isso é o do cientista de dados, especialista que trabalha na intersecção entre matemática, negócios e sistemas de informação.

Infelizmente, hoje esses dois perfis são escassos no Brasil. Mas a boa notícia é que já temos diversas faculdades do país oferecendo especialização, MBA ou mestrado nessa área do conhecimento, além de um grande número de cursos de educação a distância disponíveis – muitos oferecidos por instituições internacionais renomadas. Com tamanha demanda no mercado, a tendência é que o interesse por essa profissão cresça rapidamente nos próximos anos.

2. Processos

As operações e processos das empresas data-driven apresentam diferenças cruciais em relação às empresas tradicionais. A principal é que nelas os dados não ficam isolados em silos, mas trabalham de forma integrada. Na prática, isso significa que as informações não são armazenadas nos computadores individuais de cada funcionário, mas disponibilizadas na nuvem, para todos dentro da organização. Por exemplo, em vez de o relatório de vendas ficar disponível apenas para o gerente comercial, ele pode ser acessado em tempo real pelo marketing e pela área de compras.

Assim, é possível deixar de trabalhar com base na produtividade individual e trazer a inteligência coletiva para resolver o problema da empresa como um todo. Ao fazer isso, você deixa de acumular trabalhos em filas para tornar o processo automático, ágil e em tempo real.

3. Assets

Quando falamos de assets, nos referimos às propriedades digitais de sua empresa, e um dos pontos mais importantes se chama velocidade móvel.

Os consumidores não aceitam mais ficar esperando quando acessam um site mobile. Mais da metade dos consumidores abandonam sites móveis quando não carregam em menos de 3 segundos⁴. Para grande decepção, 75% dos sites mobile das maiores marcas do Brasil demoram mais de 20 segundos para carregar⁵. Isso impacta nos resultados para a empresa e na qualidade dos dados capturados – afinal, que dados você vai gerar se o cliente abandonar seu site ou desinstalar o seu app?

Por exemplo, o Walmart descobriu que para cada segundo a menos de espera no carregamento de seu site mobile, as conversões aumentavam 2%. Na última atualização, eles enxugaram 4 segundos do tempo de loading, resultando em um incremento de 8% nas conversões. Imagina o que é isso pra uma empresa desse tamanho.

Para ajudar as empresas a solucionar esse problema, apresentamos duas ferramentas muito eficientes na hora de testar e otimizar a velocidade de sites mobile: o Speed Scorecard e Impact Calculator.

O Speed Scorecard permite que você compare a velocidade do seu site mobilecom sites de outras empresas dentro da sua indústria, por meio de dados baseados na experiência de usuários reais do Chrome quando acessam destinos populares da internet. Já a Impact Calculator permite estimar o impacto que melhorias na velocidade do seu site mobile podem causar na sua receita.

4. Dados

Ao falarmos de dados, é imprescindível que as empresas tenham uma política transparente, responsável e segura, e que ofereçam aos usuários maneiras claras de controlar as informações que são coletadas e armazenadas sobre eles. Confiança é fundamental.

Dito isso, para começar, reúna as informações que você já possui sobre seus clientes – elas são a coisa mais importante nesse início da sua jornada em direção ao modelo data-driven. Se esses dados estiverem armazenados offline, é muito importante transferi-los para um único ambiente digital. Isso irá ajudar a melhorar a rentabilidade dos seus investimentos em marketing, afinal, o consumidor é um só, alternando continuamente entre o on e offline.

A mágica acontece mesmo quando somamos as informações de seus clientes aos dados de pessoas que se engajaram com o Google – disponibilizados sempre de forma agregada e anônima.

O Google tem sete plataformas com mais de um bilhão de usuários – uma combinação de on e off que nos permite oferecer um entendimento do consumidor como nenhum outro player. Estamos falando de bilhões de sinais que, por meio de machine learning, permitem uma comunicação muito mais focada com os consumidores, revelando intenção deles em tempo real e permitindo a ampliação do alcance em muitas vezes.

5. Tecnologia

Por fim, o último dos 5 pilares: tecnologia. Um exemplo simples de tecnologia é o Google Meu Negócio, uma ferramenta que permite ter dados de toda a jornada do consumidor, que 60% das vezes passa pelo digital, mesmo que a compra ocorra em uma loja física. Para isso, você precisa garantir a presença de suas lojas físicas no online, e o Google Meu Negócio funciona como uma grande vitrine de entrada: ele fornece ao consumidor endereço, telefone, horários de funcionamento e de pico, avaliações, entre outras informações úteis. Milhões de pessoas recorrem todos os dias ao Google Search e Google Maps para encontrar essas informações antes de visitar uma loja, e é o Google Meu Negócio que alimenta essas respostas. As buscas que usam o termo “perto de mim”, por exemplo, cresceram 75% no ano passado. Se o seu cadastro ali estiver atualizado – e ele é 100% gratuito, o consumidor vai conseguir ver informações corretas e tomar melhores decisões. Um grande varejista brasileiro colocou suas lojas no Google Meu Negócio e teve mais de 20 milhões de visualizações por mês — orgânicas e gratuitas. Com isso, a experiência do consumidor melhora e você passa a contar com dados preciosos sobre o processo de decisão de compra, inclusive visualizando estatísticas sobre visitas a suas lojas físicas de clientes que clicaram em seu anúncio digital.

E a tecnologia não para por aí. A computação em nuvem, por exemplo, está permitindo finalmente viver o sonho de tornar o big data acionável. Imagine um grande lago – um Data Lake – onde você consegue juntar todas as suas fontes de dados e disponibilizá-las de um jeito ágil, eficiente e acionável para seus executivos. Com a tecnologia de nuvem, finalmente, podemos viver esse sonho de acionar, de forma rápida e fácil, os dados que precisamos.

Agora imagine usar esse acesso para melhorar a experiência do consumidor e aumentar a eficiência de operações e marketing. Em Cingapura, o McDonald’s se fez três importantes perguntas: quais são as lojas mais e menos movimentadas? Quais os tempos de espera pelas entregas? Onde estão os consumidores interessados em delivery naquele exato momento? Cruzando essas informações em tempo real e usando nossas plataformas avançadas de marketing, eles otimizaram suas campanhas para só mostrar peças falando do delivery para consumidores em regiões onde a entrega pudesse ser rápida. Isso gerou um aumento de 58% no retorno sobre o investimento publicitário, incrementou as vendas em 9% e propiciou um salto na satisfação dos consumidores.⁶

Juntos nessa jornada

Um estudo realizado em parceria com o BCG que incluiu oito indústrias de diversos países europeus, comprovou os resultados que uma empresa pode obter quando baseia suas estratégias em dados: empresas mais maduras na transformação data-driven estão vendo até 30% maior eficiência e 20% de aumento em receita⁷.

Hoje, apenas 2% das empresas estão nesse estágio mais avançado do uso de dados, e isso revela um enorme potencial pela frente⁸.

Não é preciso esforços enormes para iniciar a caminhada em direção ao modelo data-driven. Passos simples como atualizar o seu Google Meu Negócio, testar a velocidade do seu site, fazer as melhorias de desempenho necessárias e adotar uma plataforma de analytics já são um excelente começo.

Temos plena consciência de que transformações profundas nem sempre são fáceis e levam algum tempo. Mas o importante é começar o quanto antes com o que estiver ao seu alcance e couber na realidade da sua empresa. Nós, no Google, estamos prontos para ajudá-los a tirar o máximo de proveito dessa jornada de transformação data-driven, afinal de contas, todas essas tecnologias e dados são muito mais eficientes quando desenvolvemos juntos uma estratégia sob medida para cada necessidade.

Fonte: Think with Google

Big data é recurso indispensável para aumentar as vendas

Em suas navegações pela internet, você já se deparou com ‘obras’ do Big Data

Sabe aquele anúncio de passagens aéreas ou da loja on-line de eletrodomésticos que não param de aparecer para você nos sites e nas redes sociais? Ele é obra do Big Data – termo criado para se referir ao grande volume e variedade de dados que são analisados e interpretados a todo instante no meio online.

O conceito de Big Data refere-se ao grande volume de dados estruturados e não estruturados que são criados a todo o instante, seja em ambiente online ou offline. Apesar de ser um conceito relativamente novo, os dados já eram gerados, mesmo antes da existência de qualquer meio digital. Porém, com os avanços tecnológicos, as pessoas passaram a gerar mais dados – o que foi intensificado com o avanço da Internet e dos dispositivos tecnológicos.

“Pela estatística, se você tem um grupo grande de dados, você consegue predizer um comportamento a partir desses dados. Isso se dá através de uma correlação de comportamentos, que podem influenciar outros comportamentos”, explica Genaro Costa, especialista em computação de alto desempenho da Atos, líder mundial em transformação digital.

De acordo com o especialista, isso já vem sendo utilizado pelas grandes empresas e corporações para otimizar a sua funcionalidade ou o seu negócio. “O Facebook, por exemplo, utiliza-se do Big Data para mostrar páginas e anúncios que você poderia curtir a partir de páginas que você já curte”, explica.

O Big Data é contemplado principalmente pelos 4 V’s: volume, velocidade, veracidade e variedade. A essência desse conceito está em gerar valor para o negócio, a partir de uma variedade de dados. Atualmente, com o avanço das tecnologias, esses dados precisam ser analisados em uma velocidade muito maior para obter informações que possam gerar valor e sucesso ao negócio de uma empresa.

Mudança no marketing

Um dos setores que foi bastante influenciado pelo Big Data foi o Marketing e a Publicidade Digital. No entanto, antes mesmo do crescimento do uso do Big Data nesses setores, já era feita uma análise de dados anual pelas empresas, principalmente no comércio.

O perfil de compra era analisado anualmente, gerando inteligência de negócio para o ano seguinte. Hoje em dia, há uma quantidade muito maior de informações disponíveis e uma capacidade ainda maior de processamento desses dados, que passou a ser feito por milésimos de segundos.

“A análise desses dados é feita de maneira tão rápida atualmente que assim que você entra em um site de notícias, você pode notar que a publicidade mostrada ali é específica para você”, comenta Costa.

A partir da análise do Big Data é possível entender os reais motivos que levam o cliente a consumir determinados serviços, através de uma maior riqueza de informações. Com soluções de Big Data Analytics, passou a ser possível a análise de dados também não estruturados, que são coletados de diferentes processos internos – como vendas, relacionamentos e atendimento aos clientes, assim como de fontes externas – como redes sociais e pesquisas na Internet.

Com a integração entre os processos internos e externos, tornou-se possível entender quais motivos levam os clientes a comprarem determinado produto. Assim, surgiu para as empresas a possibilidade de mapear os passos do consumidor, através de uma análise detalhada de informações que antes dificilmente seriam analisadas devido a grande quantidade de informações e a diversidade desses dados.

Aumento da eficiência

A quantidade de dados que são gerados e as novas tecnologias permitiram que as empresas fizessem uma análise eficiente dessas informações para manter a competitividade. Uma pesquisa da Forbes Insight mostra que, em 2016, dois terços das 1,5 mil companhias entrevistadas tiveram um aumento superior a 15% nas receitas com o uso de analytics na estratégia dos negócios.

Esse aumento se deve, principalmente, a uma análise do perfil do cliente, a partir das informações obtidas pelo Big Data. Com essa análise, é possível definir o público-alvo de determinadas ofertas, auxiliando na geração de receitas, na redução de custos e na retenção dos melhores clientes.

Mais investimento, mais lucro

A evolução dos investimentos das empresas em Big Data é uma realidade inquestionável no mercado. Em 2016, os investimentos de empresas de telecomunicações da América Latina em Big Data foram de US$ 633,3 milhões e esse número tende a crescer. De acordo com perspectivas da consultoria Frost & Sullivan, esse investimento deve chegar a US$ 7,41 bilhões já em 2022, com o Brasil sendo o maior investidor.

Esse investimento se justifica porque o e-commerce (comércio eletrônico) consegue, através da análise do Big Data, definir estratégias para aumentar os números de vendas, a partir da análise dos visitantes do seu site, como também das páginas de concorrentes, de fornecedores e do nicho de mercado no qual atua.

Em um tempo curtíssimo, é possível processar as informações sobre: perfil dos visitantes do e-commerce; páginas mais acessadas; produtos mais procurados; e taxa de abandono do carrinho, por exemplo. Essa eficiência faz com que 44% das empresas B2C (Business do Consumer) já se utilizem da análise do Big Data para melhorar a capacidade de resposta aos clientes.

O funcionamento do Big Data para as vendas online obedece a um mecanismo simples. “O Big Data faz uma pré-análise do que é pesquisado em sua internet e lhe oferece uma publicidade semelhante ao conteúdo que já foi buscado. Ele começa a classificar você a partir do conteúdo que você buscou, dos links em que clicou e infere o tipo de produto que você gostaria de comprar. Esse tipo de inferência é feita baseada no volume de dados que ele tem sobre você”, explica Costa.

Para o especialista, isso aumenta a quantidade de vendas, uma vez que os dados facilitam o encontro entre o cliente e o produto que ele quer comprar. “A venda pode acontecer, se você facilitar esse encontro. Assim, os dois lados se satisfazem”, conclui.

 

Fonte: iBahia

Só IA e big data para lidar com a informação disponível, diz médica

Tecnologia requer dados bem coletados e integração nacional entre os sistemas de saúde

Graças à crescente informatização da saúde e ao volume gigantesco de dados clínicos e genéticos disponíveis, o uso de técnicas de inteligência artificial é parte de uma revolução no tratamento do câncer. No entanto, aspectos regulatórios, tecnológicos e culturais importantes ainda são uma barreira para a eficiência e a adoção mais ampla destas técnicas.

A adoção da inteligência artificial e o uso de big data na luta contra a doença foram discutidos em um painel na quarta edição do seminário Tecnologia Contra o Câncer, promovido pela Folha, com patrocínio do laboratório Roche e apoio do Hospital Sírio-Libanês e da farmacêutica Abbvie.

As duas tecnologias estendem os limites impostos pelo cérebro humano e por sistemas de computação tradicional, ambos incapazes de lidar com toda a informação disponível. Segundo Mariana Perroni, médica e coordenadora de Healthcare Transformation, da IBM, dados mostram que um oncologista precisaria estudar cerca de 20 horas por dia para se manter atualizado na literatura de sua área, diz ela.

Perroni deu um exemplo de como a inteligência artificial encurta processos e preços: a leitura do sequenciamento genético de um paciente com câncer caiu de 160 horas (mais ou menos uma semana) para 15 minutos e por um custo 75% menor.

Francisco Sapori, cientista da computação e especialista da área de Health da Microsoft, mencionou outro caso em que a tecnologia da informação conjugou maior rapidez com menor custo. O processo de demarcação da região a receber radioterapia, que normalmente demora de 40 minutos até duas horas, foi reduzido a alguns segundos e poucos cliques.

“A gente já vê sinais de aprendizado da própria ferramenta, que passa a perceber relações que nem na literatura estão”, declarou Pedro Meneleu, superintendente-geral do Instituto do Câncer do Ceará (ICC), relatando o uso bem-sucedido do sistema da IBM Watson for Oncology.

Segundo Meneleu, um estudo preliminar retrospectivo com 200 pacientes revelou que, em 77% dos casos, o computador apontava o tratamento efetivamente adotado pelos especialistas. “Meu índice pessoal não chegaria a 30%.”

Paulo Hoff, diretor-geral do Instituto do Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (Icesp), concorda com o potencial das ferramentas de inteligência artificial, mas ressalva que elas não funcionam sem dados bem coletados ou integração nacional entre os sistemas de saúde.

“No nosso estado [SP], menos da metade dos serviços que tratam câncer está informatizada. Nós estamos muito longe da promessa de incluir os dados de todos os pacientes nessa análise.”

Outro aspecto essencial para o sucesso das novas tecnologias é a interação entre computador e especialista, uma opinião compartilhada por todos os participantes do painel.

“Hoje, esses sistemas servem muito mais como uma ferramenta de apoio a um bom médico e uma ferramenta que possa garantir uma qualidade mínima de atendimento onde o especialista não está disponível”, declarou Hoff.

Meneleu, do Instituto do Câncer do Ceará, enfatiza o mesmo. “Há um reforço absurdo em algumas coisas que a gente já estava enxergando e medindo de maneira precária. Ganhamos tempo.”

Segundo os participantes, o fluxo de informação clínica, que demanda esforços na operabilidade entre sistemas; atualmente incompatíveis, e a notificação compulsória dos casos de câncer seriam essenciais para melhorar o diagnóstico por inteligência artificial.

Outro avanço fundamental é o uso de processamento de linguagem natural, que é a leitura direta, pelo computador, das anotações do médico. Isto já está em uso em iniciativas da Microsoft, segundo Sapori, e tende a melhorar no futuro próximo.

Fonte: Folha

Grupo Globo cria unidade para gerir big data

Com a estreia, o objetivo é melhorar o relacionamento com seu público e criar novas oportunidades de negócio

O Grupo Globo anuncia nesta segunda-feira, 10, uma nova unidade de inteligência digital para gerir todo o volume de dados gerado por suas diversas empresas. Com isso, a empresa espera melhorar o relacionamento com seu público e criar novas oportunidades de negócio.

Eduardo Schaeffer, ex-CEO da plataforma de classificados de imóveis Zap, também do grupo, assume a nova área, cujo desafio é unificar os ativos digitais da marca Globo. Segundo comunicado, seu objetivo é elaborar estratégias que permitam conhecer melhor o consumidor em sua jornada segundo critérios do mercado e de parceiros, com diversos KPIs e trabalho de big data. “Cada vez mais, as empresas precisam conhecer seus consumidores em profundidade”, afirmou Schaeffer, defendendo a qualidade do cruzamento entre dados e conteúdo do grupo. “Nossa relação com os consumidores é, antes de mais nada, uma ponte fundamental para que nossos clientes tenham mais conhecimento dos perfis e tendências de seus públicos, obtendo melhores resultados em suas estratégias de comunicação.”

Para ajudar o executivo, foi contratado em maio Alexandre Grynberg, ex-vice-presidente de atendimento da AlmapBBDO, ocupando a posição de diretor de soluções integradas no Grupo Globo. A equipe conta ainda com Dilton Caldas como diretor de negócios e Eduardo Perez como diretor de data & analytics. Segundo a Globo, a nova organização é essencial para trabalhar de forma efetiva todos seus ativos digitais. São, segundo números internos, 94 milhões de usuários únicos por mês — só o Globoplay teria 20 milhões. Schaeffer cita, como exemplo de trabalho dedicado da unidade, o novo pacote do Futebol 2019, que já procura agregar essa análise de big data nas suas entregas publicitárias. A Globosat, dona dos canais SporTV, faz parte das empresas que terão seu ecossistema digital geridos pela nova unidade neste primeiro ciclo, que inclui ainda a TV Globo e a SomLivre.

Fonte: Meio e Mensagem

Época Negócios destaca Zeeng entre as 100 Startups to watch

Época NEGÓCIOS e Pequenas Empresas & Grandes Negócios lançam um radar preciso das empresas nascentes mais atraentes do mercado e a Zeeng está entre elas!

 

Em meio à crescente complexidade do ecossistema de inovação brasileiro, o projeto “100 Startups to Watch” nasce como o mais preciso radar para detectar talentos e orientar governos, empresas e investidores. Fruto de uma parceria entre as marcas Pequenas Empresas & Grandes Negócios e Época NEGÓCIOS, da Editora Globo, e a Corp.vc, braço de corporate venture da consultoria EloGroup, o 100 STW foi produzido a partir de uma metodologia que demandou mais de cinco meses de análise de dados e mobilizou uma equipe de mais de 40 especialistas e líderes da comunidade de startups, que fizeram parte de um Conselho Consultivo. Escolhidas entre mais de 1,3 mil inscritas, as empresas listadas têm foco em soluções que estão moldando os rumos da nova economia e foram divididas em 14 setores e nos estágios protótipo, validação, MVP, tração e escala., MVP, tração e escala.

 

 

ÉPOCA NEGÓCIOS Qual é a sua visão sobre o cenário de corporate venture no Brasil?
Rogério Tamassia
 Tivemos uma explosão de iniciativas de aproximação entre corporações e startups nos últimos dois anos. Mas é preciso destacar que boa parte desses projetos ainda está ligada a estágios iniciais do corporate venture. Trata-se de um movimento natural: grandes empresas preferem apostar em formatos como hackathons e competições antes de investir em programas de inovação mais consistentes. Embora não gerem resultados expressivos, esses modelos ajudam a preparar as organizações para níveis de parceria que exigem mais comprometimento, como aceleradoras e fundos de investimento.

NEGÓCIOS Como as corporações podem evoluir para estratégias mais consistentes?
Rogério
 As empresas precisam saber o que estão procurando. Patrocinar um hackathon dificilmente resultará em um modelo de negócio “disruptivo”. Mas pode ser uma boa oportunidade para aprender sobre startups. Programas de aceleração corporativos, por sua vez, tendem a apresentar resultados mais palpáveis. No final das contas, tudo depende de quanto as empresas estão dispostas a investir na parceria — e em quanto tempo esperam obter o retorno sobre esse investimento.

NEGÓCIOS O que os gestores dos programas devem fazer para que as startups não sejam sufocadas pelos processos burocráticos de grandes empresas?
Rogério
 A maioria das corporações trabalha com metas de curto prazo. O problema é que startups apresentam ciclos de maturação mais extensos, incluindo etapas sucessivas de tentativa e erro. Quando essas duas realidades se encontram, é natural que aconteça um choque. A melhor maneira de resolver esse conflito é adotar uma mentalidade voltada para o longo prazo. Demonstrar compromisso é essencial para ganhar legitimidade no ecossistema de startups e tecnologia.

NEGÓCIOS Quais tendências devem surgir no circuito de inovação corporativa?
Rogério 
Passada a fase de consolidação atual, acredito que veremos um número maior de empresas apostando em estratégias mais completas. As organizações passarão a implantar modelos que contemplem negócios em diversos estágios de crescimento. A crença de que os programas de corporate venture servem para encontrar unicórnios também deve chegar ao fim. As expectativas de retorno sobre investimento tendem a ficar mais realistas.

NEGÓCIOS Por que é importante levantar dados que ajudem a mapear o ecossistema de startups?
Rogério 
A disponibilidade de informações confiáveis é essencial para que as empresas enxerguem o nível de evolução das startups brasileiras. Muitos executivos viajam para o Vale do Silício em busca de tecnologias que já existem por aqui. Existem muitas soluções inovadoras sendo criadas no país. Precisamos encontrar novas maneiras de mostrá-las para o mundo.

Fonte: Época Negócios

A importância de mensurar o comportamento dos seus concorrentes

Entenda como o Big Data possibilita qualificar e mensurar o perfil da concorrência e ver como ela atua nas plataformas, diminuindo erros e maximizando acertos

A nova realidade da sociedade impõe mudanças a uma velocidade inimaginável até pouco tempo atrás. E a verdade é que, independentemente do setor de atuação,  quem não estiver preocupado em acelerar sua reinvenção para estar alinhado a esse novo ambiente, vai perder relevância e ficar para trás. É hora, então, de lançar mão das ferramentas que as novas tecnologias colocam à nossa disposição para conhecer profundamente o mercado e a concorrência e qualificar a tomada de decisões.

Alguém aí pensou em Big Data? Sim, o imenso volume de dados estruturados e não estruturados gerados pelas mais diversas fontes é fundamental para atuar nesse mercado hiperdinâmico e conseguir atender com qualidade um cliente que está cada vez mais conectado e exigente. Portanto, a palavra de ordem é centrar-se nos dados para basear suas decisões de negócio. Mas – e já falamos disso em outro artigo – ter a informação não basta: se não soubermos como tirar o melhor proveito desses dados, não utilizaremos o seu real valor.

Com o Big Data Analytics, conseguimos proativamente captar e analisar informações que possam ser utilizadas de maneira estratégica, cruzando dados e percebendo as oportunidades para colocar a empresa na melhor posição neste cenário tão disputado: à frente dos seus concorrentes. Por meio da análise adequada dos dados, podemos conhecer o cliente, entender melhor o segmento de mercado e seus problemas, saber como os consumidores percebem a nossa marca, verificar tendências e acompanhar os principais players. E também conseguimos estudar e conhecer a fundo a nossa concorrência  – o assunto principal deste artigo.

Sabendo com quem competimos

Monitorar e analisar as ações de quem concorre com você no mercado é crucial não só para saber como esses competidores se comportam, mas  também para conhecer a reação dos consumidores às ações empreendidas por eles. Em plena era da informação, devemos aproveitar os dados e as evidências que nos trazem para antever movimentos e tendências. Com essa prática, vamos deixando o “achismo” e a “pura intuição” de lado. Isto é, devemos utilizar o Big Data para construir uma inteligência competitiva de verdade, que realmente contribua para empoderar a tomada de decisão.

E a melhor alternativa para qualquer negócio que deseja conhecer e entender as características, intenções e estratégias da concorrência é investir em soluções de inteligência para extrair dessa massa de dados as informações mais relevantes. Para tornar mais assertivas e consequentes as ações de marketing e comunicação, por exemplo, o acompanhamento das movimentações dos competidores e do que eles fazem nas redes sociais, nos sites e nos blogs, é duplamente valioso.

Além de conhecer suas principais ações e verificar como se comportam de acordo com as circunstâncias, possibilita também avaliar a reação do público e a comunicação entre eles, e entender o que está ou não funcionando. Com esse conhecimento, você consegue enxergar êxitos e falhas, perceber oportunidades para agir e planejar melhor suas estratégias, gerando melhores resultados em suas ações e campanhas.

Conseguir identificar o que os seus principais competidores estão fazendo nas iniciativas de marketing e comunicação e o que vem gerando melhores resultados a eles, quais os padrões de comportamento existentes em seu mercado que se mostram como oportunos ou até mesmo inoportunos são alguns dos elementos cruciais para que as ações de marketing sejam muito mais eficazes – e uma plataforma completa de big data analytics voltada para marketing e comunicação, que utiliza a inteligência em todo o processo, pode ser o elemento que você precisa.

Que tipo de campanha o concorrente faz em determinada rede social? Quais são as redes que ele utiliza em sua estratégia? Como se posiciona e se comunica em cada uma? O que oferece nas campanhas? Como ele dialoga com o público? De que maneira interagem? Como ele reage diante de um problema, uma informação equivocada, uma reclamação de um cliente? Estes são alguns dos pontos que você consegue levantar e analisar com o uso de uma solução inteligente e completa, e que são fundamentais para vencer o desafio de conquistar

Uma solução como a Zeeng consolida, em uma única plataforma, informações que antes se encontravam de modo desintegrado, dispersas em diferentes ferramentas. Com essa plataforma única, o cruzamento informacional se dá de maneira extremamente ágil, e em tempo real. Isso permite que você baseie suas tomadas de decisão em evidências reais, deixando de depender de um  “feeling” criativo.

Para agilizar, ter mais eficiência e uma atuação mais efetiva, é crucial fazer seus planejamentos a partir de dados relevantes, informações que realmente tragam valor ao que está sendo avaliado. Se o objetivo é competir com os outros players do seu mercado com iniciativas bem fundamentadas com plenas possibilidades de trazer um retorno positivo, você não deve abrir mão de utilizar uma plataforma completa e inteligente.

Porque ter conhecimento profundo sobre os seus competidores é a melhor maneira de aperfeiçoar sua extração de valor, realizar e usufruir de análises mais precisas, melhorar sua obtenção de insights e, assim, criar ações orientadas pelas evidências e muito mais bem-sucedidas.

Post escrito por Eduardo Prange – CEO da Zeeng – Data Driven Platform.

Facebook vai marcar anúncios políticos e indicar quem pagou por eles

Campanhas com fins eleitorais serão marcadas como “Propaganda Eleitoral” no Facebook e exibirão CPF ou CNPJ do responsável

Com a proximidade das eleições no Brasil, o Facebook vem adotando medidas para tratar com mais transparência as campanhas políticas divulgadas na rede social. Nesta quinta-feira (9), a companhia anunciou uma delas: vai marcar conteúdo político patrocinado e indicar quem está pagando por ele.

Mais precisamente, os anúncios com temática política deverão ter uma marcação na parte superior com os dizeres “Pago por” seguido do nome da entidade ou pessoa física responsável por promover aquele conteúdo na rede social.

 

Tem mais: se os anúncios forem marcados especificamente como eleitorais — fazem campanha direta para um candidato, por exemplo —, eles receberão a identificação “Propaganda Eleitoral”. O CPF ou CNPJ do responsável por promover anúncios desse tipo será informado junto à marcação.

Para veicular anúncios eleitorais na rede social, partidos políticos e candidatos deverão se registrar no Facebook e submeter documentos como número de CPF / CNPJ e comprovante de endereço para validação cadastral. Somente depois disso é que as campanhas serão liberadas.

Os anúncios autorizados começarão a ser veiculados em 16 de agosto. O Facebook disponibilizou esta página para registro e mais informações. A companhia também promete liberar uma “biblioteca de anúncios” que indicará gastos aproximados com propagandas eleitorais, o público-alvo destas e outras informações relacionadas.

De acordo com o Facebook, o Brasil é o segundo país em que a rede social passa a sinalizar anúncios com fins políticos. O principal objetivo com as medidas de transparência é tornar o serviço um ambiente menos tóxico, por assim dizer, durante o período de campanha eleitoral.

Mas não é só por isso que as medidas foram criadas: elas estão conciliadas com um conjunto de regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Presumivelmente, as medidas também deverão ajudar o Facebook a evitar escândalos similares ao da Cambridge Analytica.

Vale relembrar que combater fake news faz parte desses esforços. Recentemente, o Facebook removeu da rede social 196 páginas e 87 perfis brasileiros acusados de disseminar notícias falsas.

Fonte: Tecnoblog

Zeeng Protagonizando nas Eleições 2018

Entender um cenário político em constante transformação no Brasil nunca foi tão importante. Por isso a Zeeng coletou uma abrangente gama de dados, apresentando uma fotografia acurada – quantitativa – da militância dos presidenciáveis na web. Trata-se de um norte, neste terreno escorregadio, para a corrida eleitoral de 2018.

Nosso primeiro estudo das Eleições 2018 foi publicado no dia  27 de novembro de 2017 e você pode conferir aqui ou na íntegra:

 

Além de inúmeros clientes candidatos nas mais diferentes esferas: presidenciáveis, deputados, senadores e governadores a nossa Plataforma também tem pautado os principais veículos de comunicação do país nesta tão importante eleição onde o digital está mais presente do que nunca.

 

Você pode conferir matérias com base no levantamento realizado pela Zeeng:

Publicado pelo El País:

Segundo Maílson da Nobrega, chances do pré-candidato vencer eleições não passam de 20%

Publicados pela Veja:

Levantamento compara o volume de conteúdo sobre o ex-presidente entre agosto de 2017 e janeiro de 2018 em sites brasileiros

Alckmin, Bolsonaro e Ciro aparecem quase o mesmo tanto em matérias jornalísticas.

Os dois primeiros em números de seguidores.

Mais seguidores.

Em um cenário ruim, Bolsonaro se destaca.

 

Já pensou em entender o seu posicionamento e compara-lo com o seu ambiente competitivo? Verificando a veracidade das notícias e acompanhando em tempo real suas redes e as de seus concorrentes? Experimente a primeira Plataforma de Big Data Analytics voltada para as áreas de Marketing e Comunicação do mercado brasileiro.

Data Driven Marketing: os dados a favor da comunicação

O valor não está mais na informação em si, mas na capacidade de tratar, analisar e contextualizar

 Nunca se produziu tanta informação no mundo. Estima-se que 90% dos dados disponíveis hoje foram criados nos últimos dois anos: nesta era digital, somos todos consumidores altamente conectados e deixamos traços por onde passamos, seja na web e fora dela.Mas esse enorme conjunto de dados complexos, estruturados ou não — o tão falado big data — que abriga informações importantes para os negócios, é inútil se as marcas não souberem como lidar com ele.

O valor não está mais na informação em si, mas na capacidade de tratar, analisar e contextualizar. Assim se faz o melhor uso dos dados, conseguindo que eles efetivamente enriqueçam nossas campanhas, inspirem nossas ideias e confiram mais relevância aos nossos projetos, resultando no sucesso dos nossos clientes.

A análise estratégica desses dados traz relevância para os negócios, além de possibilitar que sua marca fique mais próxima do cliente, chamando sua atenção e oferecendo a oportunidade de otimizar a experiência que será proporcionada a ele. Neste cenário, as agências de comunicação têm usado cada vez mais o recurso do data driven marketing ou marketing orientado por dados. Ou seja, as ideias e as decisões para ações de marketing são embasadas na análise das informações coletadas sobre o público e o mercado. Com isso, a mensagem que chega ao cliente é a que ele quer ouvir (ou ler) em qualquer canal em que ele esteja, do jeito e na hora em que ele quiser.

Essa ferramenta traz subsídios valiosos para o desenvolvimento de novas ofertas em produtos, bens e serviços, além de ajudar a reduzir custos operacionais e proporcionar diversos outros benefícios. Permite inclusive que sua marca se torne mais próxima do público e você consiga fazer projeções, de acordo com o comportamento do cliente, e formular estratégias mais objetivas. Por que esperar pelo futuro se é possível antecipar tendências, comportamentos e programar o que se vai fazer amanhã?

Um estudo da consultoria BCG em parceria com o Google, aponta que empresas que adotam a cultura dos dados em sua relação com os consumidores têm receita até 20% maior e chegam a cortar os custos em 30%. Com o marketing orientado por dados, é possível ter uma visão mais ampla sobre o seu negócio e o mercado como um todo, ouvir e entender os consumidores, conhecer a concorrência e o que eles buscam. Além disso, é possível planejar e medir estratégias e resultados de suas campanhas, seus investimentos em mídia e identificar que ação ou conteúdo pode fazer mais sentido para cada segmento do seu público.

A boa notícia é que está mais fácil aplicar inteligência a todos esses processos, graças às novas tecnologias. Existem diversas plataformas e inúmeras fontes de dados disponíveis para que as agências de comunicação consigam aperfeiçoar a performance das ações – suas e dos seus clientes – além de ajudarem na criação de novas diretrizes para os negócios.

Por fim, o essencial para que tudo dê certo é você entender o posicionamento do cliente, suas dores, conhecer e comparar o ambiente competitivo em que ele se encontra. Esses e outros dados vão dar sustentação às decisões para melhorar a experiência e os resultados dos clientes. E aí, sua agência já é data driven? Não perca mais tempo!

Eduardo Prange — CEO da Zeeng – Data Driven Platform, e atua com Marketing Digital há mais de dez anos, com participação em mais de cem projetos relacionados ao tema.