Zeeng na final do Prêmio ABCOMM como MELHOR FERRAMENTA DE MARKETING DIGITAL do Brasil

É com muito orgulho que comunicamos que estamos entre os indicados para o prêmio da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico – ABCOMM como melhor Ferramenta de Marketing Digital 2018.

Para conquistarmos o prêmio final, precisamos da ajuda de vocês!

Para votar basta acessar o link: http://www.abcomm.org/vota-ferramenta.php, selecionar a Zeeng e votar.

Depois disso não esqueça de CONFIRMAR O VOTO no seu e-mail, sem a confirmação o seu voto não será válido. #GoZeeng🙏🏽🎯🚀

Zeeng – Real Time Dashboard

É com MUITO orgulho que anunciamos o desenvolvimento do nosso módulo de gestão à vista para os nossos clientes, contemplando uma visão “Real Time” de indicadores chave para o sucesso das marcas no ambiente digital.

O que é gestão à vista?

A gestão à vista consiste em colocar as informações que têm relevância à disposição de seus gestores e colaboradores, favorecendo a tomada de decisões com base em dados atualizados e totalmente confiáveis, o que minimiza problemas e possíveis prejuízos oriundos da desinformação.

É muito importante, para que se entenda realmente o que é gestão à vista, que se note a necessidade de colocar apenas informações relevantes para cada setor, pois um volume de informações em excesso fará com que os colaboradores percam o interesse em acompanhar o quadro e isso não é o que queremos.

Outro fator muito importante é a definição dos indicadores a serem utilizados e como serão identificados, a fim de se facilitar a visualização das informações de forma rápida e eficaz.

Como funciona?

O nosso cliente define qual o volume de marcas que deseja visualizar de maneira consolidada em seus dashboards, a frequência de atualização e período a ser visualizado.

A seguir estão descritos os módulos disponíveis no Zeeng – Dashboard Real Time:

Share of Voice

Esta perspectiva aborda o que a marca fala para o público no ambiente das mídias sociais; traz a quantificação do volume de posts promovidos pela empresa e marcas competidoras, no intuito de indicar a participação de cada player no universo comunicacional dirigido ao consumidor.

Os dados serão apresentados igualmente em formato visual, permitindo rápida identificação do share of voice do mercado de atuação da empresa.

Tag Cloud

Esta perspectiva oferece uma visão sobre os principais termos associados à marca nos conteúdos postados pelo público, através da apresentação visual de uma tag cloud, em que o tamanho do termo apresentado representa a quantidade de vezes em que é mencionado junto à cada uma das marcas de interesse do cliente.

SOCIAL ENGAGEMENT

Apresentação comparativa do engajamento da empresa x competidores nas redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram e Youtube), com apresentação dinâmica dos posts de maior destaque por canal.

Ficou interessado?

Para maiores informações sobre o módulo Zeeng – Real Time Dashboard entre em contato com o nosso líder em Customer Success, Marcelo Barros, através do e-mail: marcelo.barros@zeeng.com.br 😀

Forbes usa inteligência artificial para mostrar a “cara” da corrupção no Brasil

Dados mencionados por profissionais que trabalham na Operação Lava Jato e publicados na imprensa informam que os recursos perdidos em esquemas de corrupção no País somam em torno de R$ 200 bilhões (US$ 61 bilhões) por ano. Se todo esse dinheiro fosse para as mãos de uma única pessoa, ela seria dona da quinta maior fortuna do mundo, de acordo com a Lista dos Bilionários Forbes de 2017. O personagem criado pela corrupção, portanto, estaria à frente de nomes como Mark Zuckerberg e Carlos Slim.

Quem poderia ser então esse “bilionário” brasileiro? Quais suas características físicas? O que ele pensa, quais seus hábitos de consumo? Quais são os segmentos da economia nos quais atua? Qual a sua opinião sobre operações que investigam corruptos no país? Com o objetivo de chamar a atenção de todos os brasileiros para o problema e ajudar a combater a corrupção, a revista Forbes Brasil, a agência Ogilvy e a empresa de tecnologia Nexo criaram, por meio de uma ferramenta de inteligência artificial, o que seria a “cara” da corrupção brasileira. Além do rosto, com todos os traços físicos, o projeto de “machine learning” conseguiu ir além e apontar características de personalidade desse homem, chamado de Sr. Ric Brasil – anagrama de Rica Corrupção do Brasil.

Confira o vídeo da ação:

O trabalho da campanha chamada “Ric Brasil” ainda está em andamento, com os últimos ajustes da ferramenta, e a imprensa será capaz de entrevistá-lo até o final deste mês e saber todos os detalhes sobre o homem mais “poderoso” do país. O projeto para se chegar ao Sr. Rico Brasil começou há mais de oito meses com uma ampla pesquisa baseada principalmente em entrevistas e depoimentos de alguns dos principais condenados nas operações Mensalão e Lava Jato.

“A Forbes quer se posicionar contra a corrupção, então além de chamar a atenção dos brasileiros para o tamanho do problema em nosso país, pensamos nessa campanha também como uma forma de valorizar o empresário sério”, diz Antonio Camarotti, CEO da revista Forbes Brasil.  Desde 2017, na edição dos Bilionários Brasileiros os nomes que tiveram suas fortunas listadas e que se encontravam sob algum tipo de investigação de crimes ligados a corrupção, formação de quadrilha, evasão de divisas e outros crimes de lesa-pátria tiveram uma anotação indicando sob qual investigação estavam sujeitos.

A próxima revista Forbes Brasil com a Lista dos Bilionários conta com uma ação especial, também criada pela Ogilvy, para divulgar a campanha. A publicação chega às bancas a partir de 16 de abril.

“A principal ideia da campanha Ric Brasil é destacar o tamanho da corrupção no País. A lista da Forbes é a principal ferramenta para entendermos a riqueza de cada bilionário. Portanto mostrar que a corrupção no Brasil pode gerar uma fortuna desse tamanho é o melhor jeito de a revista usar informação para combater o problema”, comenta Claudio Lima, VP nacional de criação da Ogilvy Brasil.

Fonte: Adnews

Quem tem medo do Big Data?

O tamanho assusta, mas quem ganhou confiança já entendeu que os dados são o melhor amigo dos jornalistas e das empresas.

A Zeeng é destaque na matéria de capa da revista Negócios da Comunicação. A matéria questiona: Quem tem medo do Big Data?
A reportagem apresenta a Zeeng como Plataforma que auxilia as empresas na análise de dados para a criação de estratégias de negócios e pode ser conferida na íntegra através do link: http://portaldacomunicacao.com.br/revistas/

 

Agora dá para procurar emprego pelo Facebook

Quem está em busca de emprego agora pode contar com o Facebook de maneira mais prática. A rede social começou a expandir sua ferramenta de pesquisa por vagas para 40 países nesta quarta-feira, 28, incluindo o Brasil. O serviço estava em testes nos Estados Unidos e Canadá desde o ano passado.

Já é possível acessar facebook.com/jobs para encontrar as vagas em anúncio no Brasil, tanto no celular quanto no PC. Porém, nem todos os usuários já têm acesso à novidade, que parece estar sendo distribuída lentamente. Ao Olhar Digital, o Facebook disse que o recurso estará acessível a todos nas próximas semanas.

Quem procura emprego pode ir até a página oficial da ferramenta, ir até o Marketplace do Facebook ou até o feed de exploração da rede social. As vagas podem ser filtradas por local, área de conhecimento ou modelo de contratação (tempo integral, estágio etc.), entre outras opções.

É mais ou menos como funciona outra rede social voltada ao mercado de trabalho, o LinkedIn, comprado pela Microsoft em 2016. O Facebook até ajuda o usuário a criar um currículo padronizado, com informações de contato, experiência e outros dados.

Quando alguém se candidata a uma vaga, apenas a empresa que fez o anúncio pode ver essa informação. Ela não aparece no perfil do usuário e nem no feed dos seus amigos. O contato entre candidato e empresa também poderá ser feito através do Messenger.

Já as empresas também ganham uma ferramenta padronizada para o anúncio de vagas, incluindo descrição das funções, exigências, salário previsto e local de trabalho, entre outros dados. Será possível até pagar para que os anúncios cheguem a mais pessoas.

Nesta concorrência com o LinkedIn, o Facebook chega pouco tempo depois que o Google também estreou no Brasil uma ferramenta de procura por emprego integrada ao serviço de Busca.

Fonte: Olhar Digital

8 startups brasileiras que podem ajudar a escalar o seu negócio em 2018

Soluções se debruçam em tecnologias emergentes como big data, analytics e inteligência artificial para movimentar o mercado B2B

 

No caminho sem volta da transformação digital, muitas empresas tradicionais e mesmo as nascentes podem se perder se não adotarem boas práticas digitais para os seus negócios.

É claro, nem todo negócio é igual ao outro, mas o que os diferenciam é o segmento de atuação. O comportamento, planos, visão empreendedora com foco em inovação são os grandes desafios para se ter sucesso.

Na lista abaixo, selecionamos oito startups brasileiras que desenvolvem soluções dedicadas ao mercado B2B e que podem ajudar a escalar o seu negócio em 2018.

Vianuvem

A startup oferece uma plataforma para gestão de documentos e processos em nuvem para empresas, chamada de Gerenciamento Eletrônico de Documentos (GED). A tecnologia prevê gerar, controlar, armazenar, compartilhar e recuperar informações existentes em documentos. A solução digital, segundo Fredy Evangelista, CEO da Vianuvem, traz redução no uso de papéis e otimiza os processos internos como contratos, notas fiscais, entre outros. O serviço avalia as necessidades específicas do cliente e oferece um sistema modular, o que possibilita a implantação gradativa do GED.

upLexis

A empresa oferece tecnologias para análise e interpretação de grandes volumes de dados extraídos da internet e de outras bases de conhecimento, disponibilizando informações relevantes para outras empresas escalarem. Utilizar dados extraídos de do chamado big data pode dar vantagens competitivas para conhecer clientes, gerar novos leads e evitar fraudes com compliance.

Zeeng

Por meio de uma plataforma com interface simples e intuitiva, a Zeeng criou uma plataforma de big data analytics para o setor de marketing e comunicação. A startup atua junto às companhias da área para antecipar movimentos estratégicos de seus competidores, acompanhar as ações de diversas marcas no ambiente digital e entender o comportamento do mercado e dos seus consumidores.

Propz

A startup oferece um sistema de inteligência artificial e big data para o varejo e serviços financeiros e é pioneira na aplicação dessas tecnologias que entendem, predizem e reagem ao comportamento de consumo em tempo real e de forma automatizada. A tecnologia proporciona um aumento de até 10% no ticket médio e mais de 6% na frequência em lojas.

Tracksale

Com a premissa de utilizar pesquisas no pós-venda para identificar e resolver os principais problemas e gargalos dos consumidores, a Tracksale oferece uma solução tecnológica para melhorar a experiência de compra. Com tecnologia Net Promoter Score do Brasil (NPS), a plataforma permite que as marcas possam coletar, de forma ágil e fácil, seus feedbacks, feitos por meio de uma única pergunta realizada via e-mail, SMS, websites, widget e aplicativos: “Em uma escala de zero a dez, quanto você recomendaria a empresa e o porquê?”.

Cobli

A startup paulistana, especializada no controle de frotas, telemetria e roteirização, desenvolveu um sistema capaz de fornecer, em tempo real, mais de cinco mil informações sobre o veículo. Por meio de inteligência artificial e com mais de um bilhão de quilômetros registrados, a empresa monitora e entrega relatórios que avaliam a logística, rastreamento de veículos, roteirização e acompanhamento do modo de condução dos motoristas.

Konduto

A startup tem como objetivo monitorar todo o comportamento de navegação e compra de um usuário em uma loja virtual ou aplicativo mobile e, com isso, calcular em menos de 1 segundo a probabilidade de fraude em uma transação on-line. Além disso, o sistema também leva em consideração informações “básicas” da análise de risco, como geolocalização, validação de dados cadastrais e características do aparelho utilizado na compra (fingerprint), gerenciamento de regras condicionais e revisão manual.

Trustvox

O consumidor está cada vez mais exigente antes de adquirir um determinado produto, por isso eles estão em busca de sites que prezam pela transparência e sinceridade. Pensando nisso, a Trustvox desenvolveu solução que certifica reviews no Brasil, assegurando a veracidade das avaliações. O propósito é tornar o mercado do e-commerce mais transparente e, por consequência, gerar cada vez mais vendas aos comerciantes.

Fonte: IDG Now

Guia de SM 2018: Tamanhos e tipos de imagem para cada rede neste infográfico

O Facebook periodicamente muda seus algoritmos, a ordem de posts, quais tipos de páginas/relações terão maior visibilidade na TL e por aí vai. Quem trabalha com social media sabe como tantas transformações podem acabar “embananando” a cabeça. Para dar uma ajudinha a todos esses profissionais, a equipe da Make a website hub reuniu um guia de tamanhos de imagem de mídia social 2018.

O infográfico descreve todas as dimensões e detalhes da imagem atual para cada rede social, juntamente com os tipos de imagem a serem usados.

Fonte: Make a Websitehub.com

A eleição das fake news

À medida em que nos aproximamos das eleições gerais, cresce a expectativa de que a escolha de um novo presidente, legitimado pelas urnas, nos tire da confusão política em que nos metemos.

Lá se vão quatro anos de reviravoltas, crises, protestos e polarização. Um clima que, convenhamos, ninguém mais tem paciência. Um governo minimamente viável, um líder capaz de comunicar-se com a maior parte dos cidadãos, que construa uma base no Congresso estável o suficiente para conduzir o país. Não é pedir muito. Mas nesse 2018 imprevisível não se pode descartar que as cosias piorem. Porque elas sempre podem piorar. Jornalistas, analistas, partidos políticos e até o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estão preocupados com o ambiente em que se dará o processo eleitoral.

Num ecossistema de mídia em que quase todos podem, além de informar-se, informar, o eleitor decidirá em quem votar no meio de um verdadeiro tiroteio. Além das notícias produzidas e veiculadas por jornalistas e veículos profissionais, agora integram a agenda eleitoral todo tipo de manifestação registrada e publicada em meios digitais. Todo esse problema foi compactado no termo da moda: as fake news, ou notícias falsas.

Há, sim, grupos e empresas obscuras prontos para atuar a favor e contra candidatos, fabricando fatos e disseminando-os online. Mas também há muita falsidade naquilo que cidadãos descuidados, ou pouco preocupados com a qualidade da informação, repassam a amigos, familiares e colegas de trabalho. O exercício da democracia exigirá mais esforço de cidadãos e de candidatos em 2018. Será necessário lançar mão de tecnologia, de sistemas inteligentes para encontrar sentido na imensidão de informações imprecisas, descontextualizadas ou apenas mentirosas.

Candidatos terão de investir em inteligência, em meios mais ágeis e eficientes de diagnosticar o sentimento do eleitorado durante a campanha. E no monitoramento das fake news, que podem ser mais danosas que uma reportagem bombástica do Jornal Nacional. Por outro lado, também serão imprescindíveis fontes qualificadas de informação. E os cidadãos têm parte na missão de selecioná-las.

Desse esforço em mão dupla pode resultar uma atmosfera política menos beligerante, que faça do Brasil um país melhor para se fazer negócios, criar filhos, projetar um futuro. Só não se pode perder de vista a chance de que as coisas piorem. Porque podem piorar.

Post escrito por Evandro de Assis, Jornalista e Pesquisador.

A Folha perde ao retirar seu conteúdo do Facebook.

Hoje, os veículos digitais dominam uma grande audiência, controlam dados de seus leitores e têm autoridade sobre o conteúdo num momento em que as marcas buscam se posicionar como publishers. Portanto, é preciso buscar independência de fato, para ter mais domínio sobre os dados da audiência. Use o Facebook a favor da sua proposta de valor.

A notícia rodou o mundo inteiro. Após a decisão de alterar o algoritmo para valorizar mais as interações pessoais entre os usuários, muitos veículos de comunicação ficaram com vontade de fazer o que a Folha de SP decidiu logo após o comunicado do Mark Zuckerberg. A Bloomberg noticiou o fato como sendo o primeiro grande portal a bater de frente com o Facebook. Até o momento em que escrevo este artigo, a Folha foi o único que manifestou publicamente a retirada do conteúdo da plataforma social.

Respeito a soberania da empresa em definir sua estratégia e tomar as decisões que entendem serem as melhores para o futuro do negócio. A questão é: o que um publisher ganha e perde ao retirar seu conteúdo do Facebook?

É importante ressaltar que eu não sou advogado do Facebook ou de qualquer outra plataforma social. Nem tenho ações da empresa justificando uma defesa. Convivo há bastante tempo com os dilemas da transformação digital em veículos de comunicação. Minha visão pessoal é que a Folha se precipitou neste caso.

Desde o princípio, o Facebook deixou bem claro que não estava neste mercado para fazer caridade. O algoritmo foi alterado muitas vezes ao longo dos últimos anos para reduzir o alcance orgânico, obrigando marcas e publishers a pagar para aumentar o seu alcance no plataforma.

A minha surpresa neste episódio é que os veículos ficaram surpresos. Como eles não sabiam que isso iria acontecer novamente?

Uma das justificativas da Folha para a retirada do conteúdo foram as notícias falsas disseminadas durante as eleições americanas de 2016 no Facebook (e também no Twitter). Sinceramente achei que as notícias falsas impulsionada por perfis fakes de ambos lados, na época da disputa Dilma vs Aécio, já deveriam ter sido suficiente para esta decisão em prol do bom jornalismo. Mas eu entendo não sair do Facebook em 2014. Afinal o tráfego que o Face gerava naquela época era bem maior do que hoje.

Todo publisher que confia seu tráfego majoritariamente no Facebook (ou em qualquer outra rede social) está condenado. Um dos exemplos mais icônicos disso é o portal Upworthy. Logo que surgiu, apresentando um crescimento fora dos padrões, com uma estratégia totalmente baseada em clickbait, grandes portais e veículos tradicionais começaram a copiar a forma que eles construíram os títulos para gerar tráfego e compartilhamento em redes sociais. Essa estratégia de growth hacking não durou muito tempo. Hoje o Upworthy é um mero coadjuvante no mundo das notícias sensacionalistas. Moral da história: Quando aposta no clickbait, você gera tráfego mas não constrói uma audiência.

Esteja presente onde sua audiência está.

Retirar o conteúdo de uma rede social significa ignorar um canal de distribuição. Segundo a Naytev, empresa especialista em análise de conteúdo, cerca de 80% do impacto do Buzzfeed acontece fora do seu site, em rede sociais, chat apps, parceiros de conteúdo e aplicativos próprios. O comportamento dos usuários na web é cada vez mais diverso e personalizado. Os vencedores desse jogo da transformação digital serão aqueles que souberem dimensionar os seus recursos para distribuir o seu produto na maior quantidade de canais. Um exemplo disso é a transformação do e-commerce em marketplace. Em um momento onde o grande produto dos veículos digitais são os projetos de branded content, atingir o maior volume de audiência é algo estratégico para gerar valor.

Qual é o prejuízo financeiro em sair do Facebook?

Segundo o Similarweb.com, que é a fonte mais confiável para mensurar o tráfego de propriedades digitais, o tráfego proveniente de redes sociais da Folha é de 11,95%. Sendo que, deste montante, 76,14% é  do Facebook. O que significa uma queda de aproximadamente 9% no tráfego do Facebook para o site da Folha após a retirada do conteúdo. Em outras palavras, isso significa uma queda de 9% nas impressões de mídia. Abrir mão desse montante de uma fonte de receita é uma atitude bastante corajosa.

Instant Articles.

Eu não saberia dizer se a Folha utilizava os instant articles para exibir suas matérias para o público do Facebook. Mas a verdade é que este produto do Facebook gera uma receita considerável para os publishers que o utilizam. Uma justificativa para não utilizar os instant articles é que os veículos que baseiam suas estratégias de monetização em assinaturas entendem que este produto vai contra o consumo de page views, que ativam o gatilho do paywall. Pessoalmente, eu acredito que as duas estratégias podem conviver em conjunto para monetização.

É preciso diversificar as fontes de tráfego.

Seguindo a premissa de construir uma audiência e não apenas gerar tráfego, os veículos deveriam buscar parceiros que consigam capturar o leitor de notícias com maior valor. Yaron Galai, CEO da Outbrainescreveu um artigo ótimo que resume esse momento e dá uma visão de futuro com saídas concretas para o publishers. O recado é o seguinte: lembrem-se de como vocês buscavam leitores antes do Facebook existir. Acreditem nas suas origens e na qualidade do produto que vocês fazem, para conectar com a audiência que consome não somente uma notícia, mas toda proposta de valor do seu produto.

O papel dos publishers na transformação digital.

Hoje, os veículos digitais dominam uma grande audiência, controlam dados de seus leitores e têm autoridade sobre o conteúdo num momento em que as marcas buscam se posicionar como publishers. Portanto, é preciso buscar independência de fato, para ter mais domínio sobre os dados da audiência. Use o Facebook a favor da sua proposta de valor. Faça as plataformas gerarem dados e dinheiro para você. Resumindo: para declarar independência é preciso, primeiro, ser independente.

(*) Fabiano Goldoni é publicitário e já atuou em veículos digitais dos grupos Fox Latin American Channels, Grupo RBS e hoje é sócio-fundador e Secret Agent da ALRIGHT, empresa especializada em tecnologias de marketing digital.

Fonte: Proxxima