Com investimentos de US$ 4 bilhões, estratégias baseadas em dados fomentam universo corporativo

Ainda em 2019, os investimentos em Big Data e Analytics deverão atingir um total de US$ 4,2 bilhões, segundo estudo da ABES e da IDC. Já o volume de dados circulantes em empresas de todo o mundo, atualmente medido em cerca de 4,4 zetabytes, tende a subir para 44 zetabytes em até 5 anos.

Neste cenário, estratégias de data science despontam entre os planos de crescimento das empresas. De acordo com a Frost e Sullivan, até 2022 o mercado de soluções para esta área deverá triplicar na América Latina, tendo o Brasil como carro-chefe.

De acordo com especialistas, a ciência por trás dos dados será o divisor de águas para a competitividade empresarial no mercado do futuro próximo. Everton Lenz, coordenador de Desenvolvimento da BIMachine, fabricante de soluções em Business Intelligence e Analytics, ressalta que questões como extração, limpeza e transformação dos dados em informações de valor serão a base para que os colaboradores das companhias tenham autonomia para tomar decisões rápidas e alavancarem seus negócios.

“Soluções de dados atuais precisam combinar inteligência com acessibilidade e intuitividade para todos os usuários, traduzindo a complexidade dos dados para um entendimento simples”, explica Lenz.

Já George Mueller, desenvolvedor na BIMachine, ressalta que tal evolução do uso da informação também passa pela experiência do usuário. “Pensar na escrita e no design das soluções analíticas ajuda a elevá-las a um outro nível, criando experiências agradáveis e evitando que retornem para uma planilha, por exemplo”, salienta.

Inovações como Machine Learning também são destacadas pelos especialistas, trazendo um status crucial para a criação de práticas sólidas no uso do data science nas estratégias corporativas.

O CEO da BIMachine, Douglas Scheibler, complementa avaliando que a evolução no tratamento das informações também transformará o perfil dos colaboradores, não somente criando novos cargos – como o Cientista de Dados, uma das profissões com maior procura atualmente no segmento de TI -, mas também indicando aos próprios funcionários novas maneiras de refletir, em suas rotinas, uma nova cultura, focada em expansão e resultados.

“As novas empresas terão suas estratégias cada vez mais orientadas por dados (data-driven), e as equipes terão que se adaptar a isso. Quem é desenvolvedor terá o desafio de fazer essa ponte para a transformação cultural dos negócios, por meio da tecnologia”, finaliza Scheibler.

Fonte: Terra

Google, YouTube e Facebook são reconhecidos como veículos de mídia pelo Cenp

O Conselho Executivo das Normas-Padrão (Cenp) aprovou, na última terça-feira, 16, uma resolução em que “declara e reconhece, como veículos de divulgação ou comunicação, para os efeitos da legislação, todo e qualquer ente jurídico que tenha auferido receitas decorrentes de propaganda”. A classificação pelo órgão, que estabelece regras comerciais do mercado publicitário em comum acordo entre anunciantes, agências e veículos, agora abrange, na internet, as categorias busca, social, vídeo, áudio, display e outras. Ou seja, isso inclui as plataformas Google, Facebook, Instagram e YouTube.

A resolução aprovada pelo Conselho Superior do Cenp justifica que era “indispensável a identificação dos veículos surgidos em consequência do desenvolvimento tecnológico”. E que o faz “atendendo o disposto no artigo 4º da lei 4.680/65”. O artigo afirma ainda que “são veículos de divulgação, para os efeitos desta lei, quaisquer meios de comunicação visual ou auditiva capazes de transmitir mensagens de propaganda ao público, desde que reconhecidos pelas entidades e órgãos de classe”, como as “associações de propaganda”.

O documento informa, também, que “sempre que questionado por autoridade administrativa ou judicial, o Cenp se valerá da lista de meios e categorias, quanto ao reconhecimento dos tipos de veículos disponíveis às agências para veiculação de propaganda contratada por anunciantes privados e públicos”. Vale ressaltar que Facebook e Google se definem como empresas de tecnologia, não mídia, o que as isentaria, por exemplo, de responsabilidade sobre o conteúdo que os usuários publicam.

Na reunião, além da identificação dos novos veículos, o Conselho Superior aprovou outros complementos e atualizações de suas normas. A principal se refere ao chamado desconto padrão, a comissão que uma agência de propaganda recebe sobre o gasto do anunciante na compra de espaço publicitário. A tabela passou de quatro faixas de percentual negociável para nove. Segundo o presidente do Cenp, Caio Barsotti, as novas faixas “tornam mais transparente e flexível o relacionamento entre anunciantes e agências, promovendo o compliance [a conformidade] às leis federais”.

Criado há 20 anos por organizações como Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) e Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), o Cenp tem hoje como entidade associada, entre outras, o IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau), do qual fazem parte o Google e o Facebook.

Fonte: Coletiva

Quase metade do planeta está nas redes sociais: 3,5 bilhões de usuários

As redes sociais continuam onipresentes em todos os dispositivos ao redor do mundo. O relatório Global Digital Statshot 2019, confeccionado pelas empresas de dados Hootsuite e We Are Social, contabiliza atualmente mais de 3,5 bilhões de usuários — há dois anos esse número era de 3 bilhões. Isso representa nada menos do que 46% da população de todo o planeta.

A grande maioria (3,4 bilhões) acessa as plataformas por meio de dispositivos móveis. Uma das coisas que chama atenção no relatório é o uso das pessoas entre 13 e 17 anos. Diferente do que muitos pensavam, essa galera ainda está em massa no Facebook, com um total de 113 milhões.

O segundo app mais utilizados pelos adolescentes é o Snapchat, com 66,9 milhões, seguido do Instagram, com 52,9 milhões; e do WhatsApp, com 20,2 milhões.

Vídeos online seguem em alta e comandos por voz aumentam

Os dados mais recentes da GlobalWebIndex mostram que mais de 4 bilhões de pessoas em todo o mundo assistem a conteúdo de vídeo online mensalmente. O formato “vlog”, o “diário audiovisual” que ficou mais conhecido com os youtubers, é visto por metade dessas pessoas (51%). A grande maioria, 93%, ainda prefere o streaming tradicional.

Vale destacar também outras das atividades prediletas dos internautas é escutar canções em serviços como Spotify (70%), curtir programação de rádio (47%) e ouvir podcasts (39%) — aliás, esta última anda em ascensão na temporada.

Outro relatório que chama a atenção no Global Digital Statshot 2019 é o crescente uso dos comandos vocais — e consequentemente da ação de assistentes digitais como a Alexa, a Siri, a Bixby e a Google Assistente. Mais de 100 milhões de pessoas começaram a usar pesquisa e outras ações por voz desde abril e um total de 1,88 bilhão controla seus aparelhos dessa maneira.

Como dá para ver na tabela acima, os comandos vocais são mais utilizados na faixa etária de 16 a 24 anos (52%), apenas um pouco mais do que a de 25 a 34 anos (49%). Vale notar que os mais velhos continuam com índices bastante razoáveis.

Fonte: Tecmundo

Cientista de dados: o novo profissional que o mercado procura

O mundo dos dados vem sofrendo uma grande transformação nos últimos anos e essa mudança diz respeito principalmente à quantidade, variedade e formato de informações com que temos que lidar. Há algum tempo era suficiente para uma empresa processar seus próprios dados e obter o que era necessário para a sua tomada de decisão, porém atualmente esse panorama mudou drasticamente.

As empresas querem descobrir novas relações e combiná-las com muitas outros dados que não estão em seus grandes bancos estruturados, como, por exemplo, os hábitos de consumo ou acontecimentos recentes na vida de seu cliente. Essas informações estão em posts de redes sociais, blogs e outras fontes externas e são gerados pela facilidade de utilização da Internet, proporcionada principalmente pelo uso crescente de dispositivos móveis, como tablets e smartphones.

Essa mudança de paradigma na forma como lidamos com dados trouxe também novas exigências para os profissionais que já estão ou que ainda entrarão no mercado de trabalho. O candidato a preencher a lacuna criada por essa nova necessidade precisará apresentar um perfil com algumas características que não eram muito exigidas anteriormente. Esse novo perfil engloba:

Proatividade: no mundo do Big Data Analytics, uma empresa que contrata alguém para lidar com grandes bases de dados não sabe exatamente qual a informação está procurando e nem o que pode ser extraído. É necessário que o profissional que se dispõe a lidar com esse novo paradigma tenha a iniciativa de se antecipar e descobrir quais dados são esses, onde eles estão e trazê-los à tona para que se transformem em informação útil.

Criatividade e Inovação: não basta o profissional seguir scripts prontos e fazer o que todo mundo já faz. É necessário criar, inovar e ir além dos concorrentes propondo soluções que ainda não foram implementadas e que possam trazer vantagem competitiva para as organizações. Conseguir realizar cruzamentos de dados que ninguém pensou e encontrar a informação mais escondida são capacidades raras e que trazem um grande diferencial para o profissional que se habilita a viver o mundo dos dados.

Comunicação:  o profissional de Big Data lida com diversos setores e interesses de uma organização e isso exige uma grande capacidade de comunicação para entender as demandas de cada um dos interessados. Essa comunicação pode envolver também as discussões com sua própria equipe de desenvolvimento, com o objetivo de estruturar e definir as melhores estratégias.

Conhecimento tecnológico: proatividade, criatividade e comunicação não são suficientes se o profissional não possuir conhecimento das principais ferramentas que envolvem o Big Data Analytics.  É preciso atualização constante, pois a cada dia novas tecnologias surgem para facilitar o trabalho relacionado à Ciência de Dados. Manter-se atualizado exige um grande esforço e dedicação e isso é um dos atalhos para o sucesso nesse campo de atuação.

É preciso estar preparado e atualizado para satisfazer o enorme apetite das empresas por resultados vindos da análise de Big Data. Esses resultados envolvem diversas questões, tais como: aumento de lucros, redução de custos e desperdícios, otimização e recomendação de aplicação de recursos e estratégias, etc.

Essa tecnologia já provou que não é apenas uma moda passageira e sim que veio para ficar e beneficiar diversos setores da sociedade com seus resultados surpreendentes. Inclusive, a palavra “surpreender” é a chave para o sucesso profissional de um Cientista de Dados. Surpreenda e encante todos os seus clientes com suas análises e descobertas.

Fonte: Proxxima

Instagram oculta likes para usuários brasileiros

Em maio deste ano o Instagram anunciou que iria iniciar testes que ocultassem o número de likes das postagens dos usuários do Canadá. Na época, a plataforma não indicou mais detalhes, prazos ou se a mudança seria adotada globalmente.

Agora, o experimento chega ao Brasil. A partir desta quarta-feira, 17, a rede social passa a remover o número de curtidas em fotos e visualizações de vídeos em feeds e perfis do país. As quantidades ainda poderão ser visualizadas por cada usuário, mas não estarão mais abertas ao público.

De acordo com o Instagram, o objetivo é que os seguidores “se concentrem mais no conteúdo compartilhado”. “Não queremos que as pessoas sintam que estão em uma competição dentro do Instagram e nossa expectativa é entender se uma mudança desse tipo poderia ajudar as pessoas a focar menos nas curtidas e mais em contar suas histórias”.

A medida causa preocupação entre influenciadores e anunciantes, mas não deve alterar as métricas para as empresas no gerenciador de anúncios. A plataforma afirma ainda que está animada com os resultados iniciais da mudança, mas que ainda é necessário estudar mais a forma como isso afeta a experiência dos usuários.

Fonte: Propmark

Plataforma monitora comunicação dos concorrentes no universo online

Pensou em uma plataforma desenvolvida para monitorar o que os seus concorrentes fazem em comunicação? Essa é a Zeeng, posicionada como a primeira plataforma de Big Data Analytics para o mercado de marketing e com viés de inteligência competitiva.
A startup funciona em uma espécie de coworking na capital gaúcha onde divide o espaço com outras semelhantes. Ela tem como co-founder e advisory board ninguém menos do que Cesar Paz, ex-CEO da AG2 e um dos principais nomes do marketing digital brasileiro. “Além de investidor, o Cesar é um grande conselheiro nosso”, conta Eduardo Prange, co-founder e CEO da Zeeng.
“A nossa principal diferenciação é mostrar para um cliente como a Mercedes-Benz o que os principais competidores como Volkswagen, Toyota e Fiat têm feito nas estratégias de comunicação, que têm gerado mais resultado. Analisamos desde as conversas em redes sociais até as notícias publicadas na mídia”, explica Prange.
Com crescimento declarado de 100% no faturamento nos últimos anos e com o objetivo de repetir o desempenho em 2019, o executivo afirma que os negócios vão muito bem e as marcas estão mais receptivas.
“A partir do momento em que a mídia começa a falar mais sobre marketing digital, o público a entender melhor sobre o tema, as marcas também passam a falar a mesma língua”, avalia ele.
Nos últimos dois meses, a empresa conquistou clientes como Fundação Dom Cabral e Banco Original. Agências como Moma, Pullse e Today também fazem parte da carteira de clientes.
A Zeeng acaba de contratar um head of growth, Paulo Henrique Gomes, com a missão de contribuir para a evolução do desenvolvimento de negócios da startup. Atualmente, a empresa conta com mais de 500 usuários e quatro mil marcas catalogadas na plataforma. A expectativa é que até o fim do ano esse número chegue a 800 usuários e ultrapasse cinco mil marcas.

Fonte: Propmark

Por que cada vez mais empresas estão sem CMOs?

Os chiefs marketing officer (CMOs), que possuem um dos históricos de permanência mais curtos entre os cargos de C-level, estão acostumados à pressão. Mas, agora, pode ser que sua própria existência esteja em jogo.  Diversas companhias de peso extinguiram o cargo – incluindo Jonhson & Jonhson, Uber, Lyft, Beam Suntory, Taco Bell e Hyatt —, acelerando uma tendência que começou alguns anos atrás.

Essas empresas estão consolidando as funções de marketing no escopo de executivos que possuem responsabilidades mais amplas, incluindo vendas e funções comerciais, como desenvolvimentos de produtos. Isso dá força a títulos como chief growth officer, chief experience officer e, ainda, president of brands.

É quase como se a palavra marketing em si precisasse de uma campanha de marketing, já que não representa tudo o que significa a construção de uma marca e seu valor para o crescimento da receita. “Estamos todos no ponto de inflexão onde tentamos decidir o que marketing realmente significa nessa era”, afirma Keith Johnston, vice-presidente e diretor de pesquisa para CMOs da Forrester, notando, inclusive, a comunicação voltada para dados.

Sendo justo, o título do CMO ainda permanece como a regra: 70% das companhias que figuram entre as 500 maiores dos Estados Unidos possuem um CMO. Mas esse número caiu 4% em dez anos.

“Ninguém está dizendo que o marketing deixará de existir”, afirma Bob Liodice, CEO da Associação Nacional de Anunciantes dos EUA. “A pergunta seria como a arte e a ciência do marketing estão unidas para criar as melhores oportunidades de crescimento”, afirma. “Eu, pessoalmente, prefiro um CMO, mas não quer dizer que um chief growth officer não seria capaz de ter sucesso”.

Evan Sharp, um consultor para a prática de CMOs no escritório de recrutamento Russell Reynolds Associates, afirma que há uma “opinião crescente” sobre a extinção do cargo do CMO como reflexo do formato em que as empresas conquistam consumidores, incluindo comunicação personalizada.

Responsabilidade financeira
“Historicamente, o trabalho dos CMOs era disseminar o marketing para fora e contar aos clientes quem somos e o que apoiamos. Agora, é sobre ter uma conversa de mão dupla com os consumidores”, Sharp afirma. “Muitas vezes, é por isso que os nomes dos cargos estão mudando, porque as companhias estão vendo o marketing como uma balança entre o lado direito e o lado esquerdo do cérebro, não só sobre criatividade”.

Sharp aponta o caso da rede de hotéis Hyatt, que ano passado eliminou o cargo. A companhia criou uma posição de chief commercial officer, ocupada por Mark Vondrasek, que reporta diretamente ao CEO e controla uma série de atribuições, como programas de fidelidades, vendas globais, gerenciamento de receita e estratégia de distribuição, além de comunicação e marketing. A mudança foi parte de uma reestruturação corporativa ainda maior, que buscou “permitir ao Hyatt ter maior foco, prioridade e coordenação em suas atividades servindo aos seus clientes e ao engajamento do consumidor”, afirmou a empresa em um comunicado.

Outra companhia que participa dessa movimentação é a Coca-Cola, que não tem CMO desde 2017, após Marcos de Quinto deixar o posto. Isso marcou a primeira vez desde 1993 em que a gigante de bebidas operou sem um CMO. A supervisão do marketing sob o guarda-chuva do chief growth officer Francisco Crespo, que também comanda a estratégia corporativa e os relacionamentos com o varejo. “Trazer essas disciplinas abaixo de um único profissional ajudou a Coca a garantir que construir marcas não fosse apenas criar uma preferência forte, mas também sobre traduzir esse capital em receita e crescimento de margens”, afirmou Crespo.

O porquê de algumas empresas terem deixado o cargo de CMO para trás é o fato de que, em alguns casos, falta responsabilidade por resultados financeiros. Isso foi parcialmente a razão da Beam Suntory ter criado o cargo de presidente de marcas. “Faltava ao antigo cargo de CMO a responsabilidade pela performance das marcas”, afirmou o CEO da Beam Suntory, Albert Baladi, em entrevista recente ao Ad Age.

Entrega ampliada
Enquanto isso, companhias que criaram o cargo de CMO há pouco tempo têm deixado a experiência para trás. A Johnson & Johnson, por exemplo, confirmou no começo do ano que o CMO Alison Lewis deixaria o cargo e não haveria reposição. Ele estava no posto desde que a companhia havia adotado a função, em 2013. A companhia atribuiu a movimentação à mudança no modelo de negócios e afirmou que outros executivos passariam a ser responsáveis pelas tarefas de Lewis.

O reinado da CMO do Uber foi ainda mais curto: em junho, o aplicativo demitiu Rebecca Messina após trazer a profissional da Beam Suntory em setembro para ocupar o recém-criado cargo. Agora, o marketing está consolidado no vice-presidente sênior Jill Hazelbaker, que também cuida da comunicação e políticas públicas da empresa. “Está cada vez mais claro que é crucial que tenhamos uma narrativa consistente e unificada para consumidores, parceiros, imprensa e poder público”, afirmou Dara Khosrowshahi, CEO da Uber, por e-mail.

Assim como o Uber, o Taco Bell comenta que a necessidade de uma mensagem consistente através dos diversos pontos de contato com o cliente também influenciou a decisão de acabar com o cargo do CMO. Marisa Thalberg, que ocupava a posição, foi promovida à global brand officer no começo de 2018. O título fez com que ela fosse responsável por uma gama mais ampla de atividades, incluindo o lançamento de um pop up hotel em Palm Springs, na Califórnia. “O título é sobre o reconhecimento do que é ser responsável pela entrega mais ampla da marca”, afirma Marisa. “Isso inclui tomar as rédeas da marca em todas as suas facetas”, finaliza.

Por E. J. Schultz, do Ad Age, traduzido por Salvador Strano

Fonte: Meio & Mensagem

Brasil é o país que mais usa redes sociais na América Latina

Se considerarmos todos os 209,3 milhões de brasileiros, seria como se cada um passasse pelo menos quatro horas apenas em redes sociais, todos os meses

O Brasil é o país que mais está conectado nas redes sociais em toda a América Latina. Cerca de 88% da população brasileira acessa o YouTube, Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat, Pinterest e Linkedin. Superamos as taxas da Argentina — não só nesse quesito —, que bate os 83%, e do México, de aproximadamente 80%. Os números são da última pesquisa da Comscore, divulgada nesta sexta-feira. O relatório é referente aos dados do último mês de abril.

Consumo de cada rede social no Brasil, em milhões de pessoas

A faixa etária mais conectada é formada, supreendentemente para alguns, por adultos com mais de 45 anos (27%). Na sequência, aparecem as pessoas de 25 a 34 anos (25%).

Grande parte dos acessos em nosso país tem sido feita por meio de dispositivos móveis. São mais de 68 milhões de brasileiros que usam exclusivamente seus celulares para navegar nas redes sociais.

Número de acessos, em milhões 

Levando em conta o acesso por aplicativo e browser, o caso de maior sucesso é o WhatsApp, que alcança 85% entre os usuários de aplicativos de mensagens. O Facebook Messenger chega a 50% em desse público, nas mesmas condições.

A forte presença dessas plataformas no dia a dia dos brasileiros há muito já chamou a atenção do mercado. Como resultado, marcas tradicionais apostam no engajamento gerado pelas redes sociais para ações, campanhas e lançamentos.

O Brasil é o país com a maior quantidade de conteúdos pagos (38%) da América Latina, à frente do México (24%), Argentina — de novo — (20%) e Chile (20%). O Instagram gera a maior taxa de engajamento com os conteúdos (74%), seguido pelo Facebook (21%) e Twitter (5%).

“As redes sociais se converteram em plataformas de alcance transversal e multiplataforma. Isso impulsiona o crescimento de um mercado publicitário pujante. Portanto, é essencial desenvolver métricas que permitam detectar e interpretar as principais tendências de usuários e consumidores. O branded content, vídeos e celular são três formatos que ganham força em nosso país em tudo e no mundo”, completa Eduardo Carneiro, diretor da Comscore Brasil.

 Fonte: Olhar Digital

Facebook vai cobrar taxa de 30% de grupos privados que têm assinaturas

Facebook passou a testar há cerca de um ano a opção para grupos privados cobrarem uma assinatura de participantes em troca de conteúdo extra. A experiência parece ter dado certo e, a partir de 1º de janeiro de 2020, a rede social começará a reivindicar sua parcela sobre a receita.

Segundo o TechCrunch, o Facebook cobrará uma taxa de até 30%, dependendo do dispositivo em que o usuário começou a assinar o grupo privado. A comissão vale apenas para asssinaturas feitas a partir de 2020, mas deve impactar muitos administradores.

A diretora de monetização de mídia do Facebook, Kate Orseth, afirma que a empresa garantirá 70% dos ganhos aos donos de grupos. O restante do valor será destinado ao Facebook, que até o momento não cobrou nada, ou taxas de outras empresas.

Como o aplicativo do Facebook utiliza os sistemas de pagamento do iOS e do AndroidApple e Google ficam com 30% do valor das assinaturas no primeiro ano e 15%, no segundo. O Facebook ganhará a partir dessa redução, pois ficará com os outros 15% que iriam para as donas das plataformas.

Na prática, a mudança não afetará os administradores de grupos, já que parte do valor terá somente um novo destino. Em assinaturas feitas no desktop, no entanto, a rede social cobrará uma taxa de 30% que, até então, não existia.

O Facebook também permitirá a criação de grupos exclusivos de assinantes, com valores de US$ 4,99 a US$ 29,99. Com isso, administradores não precisarão criar publicações para quem não paga por conteúdo extra sobre temas como culinária, criação de filhos e organização doméstica.

Fonte: Tecnoblog

Como as marcas devem se preparar para crescer no longo prazo?

Uma preocupação diária dos profissionais de marketing é como promover esforços direcionados ao crescimento de marca no longo prazo, sem desviar das metas e dos resultados que devem ser alcançados em curtíssimo prazo. Essa necessidade é uma questão global e a principal motivação do estudo Mastering Momentum (dominando o impulso, em tradução livre), que analisou 3.900 marcas na base de dados BrandZ ™ durante o período de três anos e apresenta alguns caminhos e estratégias de como as marcas podem ter maior controle sobre essa realidade, ao mesmo tempo em que aumentam seu valor e relevância na vida das pessoas.

O estudo concluiu que apenas 1% das marcas dominam a arte de aumentar as vendas no longo prazo. Entre as marcas avaliadas, menos de 6% delas cresceram em market share no período de um ano. Apenas seis em cada dez marcas conseguiram manter esse ganho ao longo de três anos. Nesse ambiente desafiador, somente uma em cada dez consegue se destacar no longo prazo e compõe um seleto grupo –  o “One Percent Club”, como Disney, Orange e Adidas.

Diante deste cenário, o Mastering Momentum traz recomendações valiosas para as estratégias de marketing e branding em relação a distribuição dos investimentos em três áreas principais:

  • Experiência: influencie as vendas repetidas encantando os usuários existentes, pois eles são a base sobre a qual o crescimento é construído.
  • Exposição: influencie as vendas futuras, alcançando novos compradores em potencial, estabelecendo uma diferença significativa por meio de um atraente investimento criativo direcionado à mídia.
  • Ativação: influencie as vendas imediatas, garantindo que a marca e sua diferença significativa sejam facilmente lembradas no ponto de venda.

De acordo com a análise da Kantar, as marcas que conseguiram avançar nessas três etapas atingiram 65 vezes mais crescimento do que a média do mercado. O estudo também constatou que o tamanho influencia significativamente as perspectivas de crescimento, tornando fundamental para as empresas equilibrar o investimento em toda a construção da marca e geração de demanda.

Nigel Hollis, analista-chefe global da Divisão Insights da Kantar, explica que o crescimento sustentado de longo prazo é difícil, mas há uma enorme oportunidade para as empresas que estão dispostas a olhar além dos resultados do próximo trimestre. Marcas que moldam uma estratégia de crescimento relevante para sua posição superam em 45% aquelas que apenas crescem na penetração. “As marcas que concentram o investimento em marketing nos momentos que importam serão aquelas que prosperam e crescem independentemente das flutuações na economia global”, reforça Hollis.

Claire Spaargaren, diretora de orientação de marca global da Divisão Insights da Kantar, afirma que a rápida proliferação de dados no mundo conectado de hoje dá aos profissionais de marketing acesso a mais métricas do que nunca. “Os indicadores mais prontamente disponíveis – como pesquisas brutas, vendas e cliques – se concentram no que está acontecendo aqui e agora, portanto não é surpresa que as atividades que demonstram um retorno imediato apresentam a tendência de vencer a disputa pelo orçamento, por isso é extremamente importante que as marcas entendam o cenário maior. Nosso mais recente relatório global do BrandZ ™ ilustra claramente o impacto financeiro que uma marca forte pode ter em retornos maiores. Identificar indicadores confiáveis de curto prazo para o sucesso em longo prazo é o primeiro passo que os profissionais de marketing precisam adotar para liderar o crescimento futuro da marca”, diz a executiva.

Fonte: Kantar