Mais da metade das pesquisas no Google resultam em zero cliques

Segundo uma pesquisa da empresa de análise de marketing Jumpshot, mais da metade das pesquisas feitas no Google não geram cliques. O estudo mostra que, em junho de 2019, por exemplo, 50,3% das pesquisas do Google receberam um total de zero cliques.

O estudo levou em conta as 40 milhões de pesquisas feitas no Google através de computadores e dispositivos móveis nos Estados Unidos, e reforça que essa tendência de pesquisas com clique zero tem crescido desde 2016.

Por outro lado, as pesquisas com cliques orgânicos em sites que não são do Google continuam caindo, e agora representam 45% de todo o tráfego.

Não é tão surpreendente que um grande número de pesquisas não resulte em cliques, especialmente quando consideramos que o Google está voltando sua atenção para o resumo dos resultados no topo da Pesquisa.

O resultado também não é exatamente inédito. Em junho, a Search Engine Land já havia citado uma pesquisa anterior da Fishkin que sugeriu que o número de buscas com clique zero no primeiro trimestre de 2019 atingiu quase 49% de todas as consultas.

Ainda assim, a descoberta reacende as discussões sobre a conduta anticompetitiva do Google, que muitos já criticam desde sempre.

O Google ainda não se pronunciou sobre o resultado da pesquisa.

Fonte: B9

Google começará a exibr podcast nos resuldados de pesquisa

O Google começará a exibir podcasts em seu resultado de pesquisa, para ser mais fácil de encontrá-lo. O site de busca exibirá episódios individuais, ou seja, caso alguém pesquise um programa ou uma entrevista específica, a procura mostrará os possíveis capítulos.

Também será possível pedir ajuda ao Google Assistente, “Olá, Google, reproduza um podcast sobre o NerdCast do Jovem Nerd”. Porém, não há informações de quando a funcionalidade do Assistente será atualizada.

O Google informou que suporta a reprodução de terceiros para aqueles podcasts que são exclusivos de algumas plataformas. Para remover a indexação de pesquisa, a equipe está automaticamente transcrevendo todos os programas, então, todos que publicarem com um RSS Feed terão seus conteúdos indexados automaticamente.

Fonte: Adnews

Tumblr é vendido pela Verizon para empresa dona do WordPress

Verizon enfim anunciou na tarde de ontem (12) o destino do Tumblr, plataforma do qual vem tentando se livrar desde maio. A rede social de blogs será passada para o controle da Automattic Inc., empresa que hoje é proprietária do WordPress, por um valor que fontes do Wall Street Journal declaram ser “nominal” ao que a Verizon pagou pra adquirir a companhia seis anos atrás – ou seja, muito abaixo da marca de 1 bilhão de dólares que foram pagos ao Yahoo em 2013.

O viés “bagatela” do negócio acontece, claro, por conta da desvalorização drástica que o Tumblr sofreu nos últimos cinco anos, em especial depois da decisão da Verizon em banir pornografia da plataforma – uma medida que acarretou na perda de 30% dos acessos ao site.

Em pronunciamento oficial sobre a aquisição, o CEO da Automattic Matt Mullenweg escreve que “O Tumblr é uma das marcas mais icônicas da internet”, declarando que a plataforma é um “meio essencial para a divulgação de novas ideias, culturas e experiências” e que ela “ajuda milhões a criarem e construírem comunidades em torno de interesses mútuos”.

A Automattic a princípio assume uma rede social em crise, mas sua afinidade com o Tumblr é sem dúvida maior em relação aos últimos dois donos da empresa, cuja plataforma nunca conseguiu achar espaço nos negócios tocados pelo Yahoo e a Verizon. Não é muito difícil achar semelhanças por exemplo no modo de operação da plataforma com o WordPress, que hoje ocupa posição central no mercado de sites de publicação. O desafio, agora, é recuperar os números avassaladores de meia década atrás sem desfigurar a rede social no processo.

Fonte: B9

Instagram libera desenvolvimento de filtros para marcas e usuários

No Stories, do Instagram, um filtro fotográfico coloca o usuário no rosto do Faustão. Outro insere a frase do meme “juntos e shallow now” acima de sua cabeça, assim como dezenas de outras opções com memes. Outros trazem até games que funcionam a partir da interação com a câmera. Uma variedade de filtros customizados do Instagram começou a pipocar na rede social nos últimos dois meses, até então desenvolvidos por um grupo seleto de desenvolvedores, designers e artistas. Nesta terça-feira, 13, o Facebook anuncia a abertura de sua plataforma de criação em realidade aumentada, o Spark AR Studio, para todos os usuários – inclusive perfis de marcas.

A ideia é ampliar as possibilidades de expressão artística e a interatividade dentro do Facebook e do Instagram. O programa funcionava até agora em fase de testes, direcionado a artistas, designers e desenvolvedores selecionados pela plataforma.
“Estamos bastante animados com o que vimos na fase beta fechada”, afirma Silvia Ramazzotti, gerente de marketing de produto do Instagram. O uso do Spark AR é gratuito, e por enquanto não há previsão de monetização relacionada aos filtros. Outra novidade é o lançamento da Galeria de Efeitos no Instagram, um espaço onde usuários podem descobrir filtros de realidade aumentada de forma mais intuitiva.

Globalmente, grandes contas e personalidades como Kylie Jenner, Ariana Grande, Rihanna e Gucci já criaram seus efeitos. “Estamos animados para ver como as marcas brasileiras vão utilizar a ferramenta para conectar com o público do Brasil, que é altamente engajado”, acrescenta Silvia.

A expectativa é de que marcas contem com um formato mais orgânico para se conectarem com usuários. “O filtro é diferente de um formato mais passivo. É uma máscara que as pessoas usam para se expressar como indivíduos e tribos. Acho que os filtros vão começar a entrar no pacote de mídia de agências para marcas”, opina Gustavo Vitulo, designer dono do perfil “@vitulox” e criador do filtro do Faustão, entre outros com memes.

Designers e desenvolvedores em destaque

A viralização dos filtros também dá visibilidade a profissionais que tradicionalmente ficam nos bastidores do processo criativo, os designers e desenvolvedores. Não por acaso, há uma nova leva de “influenciadores designers” no Instagram.

A designer Vanessa Dutra, dona do perfil “@sereiahipster”, começou a desenvolver filtros com inspiração em perfis estrangeiros, até encontrar seu nicho nos memes. Criadora de filtros com as frases “juntos e shallow now” e o do “papel de trouxa”, ela viu seu número de seguidores subir de 500 para quase 300 mil em pouco mais de dois meses.

“Os filtros viraram um suporte para divulgar meu trabalho como designer e meu estilo. Consegui ganhar mais voz como profissional, ter acesso a grandes marcas e abrir novos canais de comunicação”, opina.

Gustavo Vitulo também conquistou praticamente toda a sua audiência de 360 mil seguidores por conta dos filtros. Ele conta que todas as suas criações em realidade aumentada já alcançaram mais de 300 milhões de impressões no total. Também acredita que o Spark AR quebrou o paradigma de que é preciso programar para trabalhar com realidade aumentada.

“Há alguns anos atrás, seria necessário uma capacidade de programação muito maior para fazer um filtro, e agora só com conhecimentos básicos de design é possível criar um”, afirma. À medida em que o volume de filtros aumenta, contudo, a tendência é que usuários cobrem por mais qualidade. “É preciso de mais conhecimentos em programação e interfaces 3D para criar coisas mais complexas, mas por outro lado já há muitos tutoriais, inclusive em português, para o desenvolvimento de filtros mais simples”, finaliza Vanessa.

Fonte: Meio & Mensagem

Matemarketing: o grande segredo por trás do marketing holístico

Desde pequenos, somos forçados a aprender uma série de disciplinas na escola que não despertam o nosso interesse. Era Mesozóica, pretérito imperfeito, relevos territoriais e origem da vida, são alguns exemplos. Mas nenhuma dessas matérias se comparava ao medo que se tinha dos cálculos matemáticos. Lembro bem da frase dita milhares de vezes durante o ensino médio: “Não vejo a hora de me formar na escola para nunca mais ter que ver matemática na frente”. Mas eu mal sabia o que viria.

No mundo do marketing, existem diversas formas de trabalhar. Podemos usar estratégias que focam em branding, no conteúdo, no inbound, no relacionamento ou até mesmo nas mídias sociais. Porém, uma de suas ferramentas essenciais, capaz de transformar de forma impressionante os negócios é o Matemarketing, conceito inspirado na linha de raciocínio de Romeu Busarello, diretor de Marketing da Tecnisa.

Como diz o nome, o Matemarketing é a junção do marketing com matemática. Sim, isso é possível! Se trata de usar a inteligência de dados como base das estratégias de negócio, ou seja, utilizar o tão comentado Big Data para criar campanhas com alto grau de engajamento de público. Neste contexto, e com a ajuda de informações específicas adquiridas por meio de plataformas especializadas, podemos identificar padrões e preferências do grupo de pessoas a ser alcançado.

Isso significa que trabalhar com marketing deixou de ser uma prática estritamente ligada à criatividade. O mundo mudou, e com o avanço exponencial da tecnologia, novas formas de trabalhar com informações surgiram, como a Ciência de Dados e todas as ramificações da famosa Inteligência Artificial.

Dessa forma, a criação de campanhas e anúncios, assim como a maneira de tocar o negócio, deixou de ser apoiada na intuição, sendo feita a partir da união da análise detalhada das informações, com os objetivos a serem alcançados, para que as chances de colher bons frutos no futuro aumentem.

Com uma visão 360° do mercado e um entendimento profundo do cliente, as empresas hoje têm o poder de mirar nas melhores alternativas para investir seu capital e energia da melhor forma.Nessa conjuntura, o matemarketing pode trazer benefícios que otimizam as formas das marcas lidarem com os consumidores.

A utilização dos dados captados para turbinar os conteúdos produzidos é uma boa iniciativa para gerir resultados positivos. Além disso, também existe a vantagem em conhecer bem a persona a ser atingida. Mas não se espante, é atingir de uma forma boa. Com o uso da matemática com o marketing, é possível elencar as preferências dos clientes e oferecer cada vez mais soluções certeiras para os problemas que rondam seu público.

Mas não pense que esse conceito é 100% voltado para os consumidores. A retenção de informações exatas vai te ajudar a focar naquilo que funciona e excluir o que der errado, assim como vai fazer você conhecer melhor os passos da concorrência. Visto isso, as estratégias que não alcançarem as metas e estiverem dando prejuízo podem ser identificadas rapidamente, evitando assim prejuízos maiores no futuro.

Podemos dizer, então, que a coleta, a análise e a contextualização de dados são elementos essenciais para as ideias progredirem. Isso porque, com as leituras de comportamento e análises preditivas, os empreendedores conseguem ter noção do que irão enfrentar com antecedência. Assim, a matemática se torna amiga inseparável das estratégias de marketing, integrando os segmentos de forma amistosa e produtiva.

E agora? Vai duvidar do poder dos dados?

Fonte: ABC da Comunicação

Facebook contratou pessoas para transcrever mensagens de áudio de usuários

O Facebook contratou centenas de funcionários terceirizados para transcrever gravações de áudio de usuários de seus serviços, disse a agência Bloomberg nesta terça-feira (13).

Segundo a agência de notícias, funcionários disseram que têm a tarefa de transcrever áudios, mas não recebem informações sobre como ou onde os áudios são gravados. Eles escutam conversas de usuários do Facebook, às vezes com conteúdo vulgar, disseram os funcionários, que pediram para não ser identificados. O Facebook confirmou que tem feito transcrições de áudio dos usuários e disse que abandonará a prática. “Assim como a Apple e o Google, nós pausamos a revisão de áudio por humanos há mais de uma semana”, disse a empresa nesta terça-feira.

Segundo a empresa, os usuários afetados escolheram a opção do aplicativo Messenger, do Facebook, de ter as suas mensagens de voz transcritas. Os funcionários estavam verificando se a inteligência artificial da empresa estava interpretando as mensagens, que eram anônimas, corretamente, disse o Facebook.

Fonte: Gazeta do Povo

Zeeng facilita o mercado de marketing e comunicação

Com o título de primeira plataforma de Big Data Analytics do mercado de marketing e comunicação do Brasil, a Zeeng traduz o esforço empreendedor de seus criadores para conquista global. A startup foi idealizada tomando como base a estrutura de sua plataforma, que facilita e viabiliza o trabalho de profissionais que atuam no setor de marketing e de comunicação.
As soluções projetadas e aplicadas pela Zeeng dão o acesso rápido, via uma plataforma intuitiva, que reúne informações (obtidas por meio de sites, redes sociais e notícias) que, compiladas em um mesmo local, servem de instrumento de análise. Como, por exemplo, utilizada para fazer a análise de marcas e de empresas, em tempo real, possibilitando a comparação com suas concorrentes de mercado.
Sistema que serve, inclusive, para melhorar os desempenhos e escalas, além de auxilar na correção de rumo dos negócios em inúmeros segmentos do setor corporativo.
O CEO da Zeeng, Eduardo Prange, também lembra outras aplicações realizadas a partir da utilização da plataforma de Big Data Analytics, como, por exemplo, o contrato de licenças feitas por profissionais da área de marketing, que estão realizando trabalho de análise e de desempenho de candidatos em campanha eleitoral na Bolívia e no Uruguai. Prange diz que é possível fazer inúmeras aplicações para os produtos da Zeeng. “Não oferecemos apenas informações, apresentamos insights”, salienta.
Hoje, a Zeeng conta com mais de 4,2 mil marcas monitoradas em sua plataforma, que utiliza Inteligência Artificial (IA), viabilizando mais e mais oportunidades, bem como na conquista de clientes pelo mundo. Prange explica que a capacidade de ver as flutuações das empresas e suas marcas no mercado, em tempo real, permite a correção nas decisões de especialistas. Desse modo, a plataforma também é capaz de receber mais dados e marcas, além de se retroalimentar em um processo contínuo.
A Zeeng, segundo Prange, foi criada a partir da constatação de um problema – diferentes tecnologias de monitoramento de informações prejudicavam o trabalho de projetos na área de marketing digital. Então, em 2017, a startup foi fundada para preencher a lacuna no mercado, reunindo em uma única plataforma tais recursos. Naquele mesmo ano, a Zeeng então passou pelo programa de aceleração da InovatiVa Brasil e, no começo de 2018, pelo programa da Wow Aceleradora.
O desafio da startup é consolidar a plataforma de modo muito mais intuitivo. “A ideia é que as pessoas, mesmo sem conhecimento na área de dados, possam compreender como está o posicionamento de suas empresas, dentro do seguimento em que atuam”, explica Prange.

Sim, sua empresa vai ter de passar pela LGPD, mas não é tão ruim quanto parece

Em 14 de agosto de 2018, o Presidente da República, Michel Temer, sancionou a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Lei 13.709:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/L13709.htm

Em 8 de julho de 2019, o Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, alterou a Lei anterior para dispor sobre a proteção de dados pessoais para criar a Autoridade Nacional de Proteção de Dados; além de dar outras providencias. Lei 13.853:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13853.htm#art1

Olhando com outros olhos:

Os benefícios da LGPD vão além de simplesmente garantir maior confiabilidade e respeitar a privacidade, ou criar proteção contra vazamentos de dados. Vantagens e benefícios econômicos surgem com a nova Lei, é uma oportunidade de nivelar a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional.

A publicação da lei coloca o Brasil em uma lista de mais de 100 países que atualmente podem ser considerados adequados para proteger a privacidade e o uso de dados. A LGPD no Brasil tem relacionamento com a GDPR (General Data Protection Regulation) na Europa, e esta, por sua vez tem validade para empresas brasileiras quando existir oferta de bens e/ou serviços para indivíduos localizados na União Europeia assim como quando existir monitoramento de comportamento de titulares de dados na União Europeia.

Se a real possibilidade de proibição pela União Europeia de que empresas brasileiras tratem dados europeus não baste, a não adequação à LGPD implica em advertência e multa. Para algumas empresas isso pode ser insignificativo, mas imagine a publicação e repercussão na mídia com uma notícia sobre sua empresa estar infringindo esta Lei. Com certeza haverá prejuízos para sua imagem e marca, e estes podem ser significantes.

Ainda não está satisfeito?

Quer um exemplo prático do que acontecerá no Brasil? Tome como exemplo a notícia publicada em 12/07/2019 na revista Istoé Dinheiro. O Information Commissioner’s Office (ICO), agência que trata da proteção de dados e informações no Reino Unido, aplicou uma multa recorde no país, de 183 milhões de libras (cerca de US$ 230 milhões), contra a British Airways, por violação de dados de 500 mil passageiros, em 2018. Link: https://www.istoedinheiro.com.br/por-violacao-de-dados-british-airways-e-multada-em-us-230-milhoes/

Em ritmo acelerado:

Ou atrasado. É muito provável que os escândalos de vazamento de dados do Facebook, além de outras redes e empresas, tenham levado diversos países a acelerarem leis de proteção de informações pessoais. Depois que a União Europeia publicou seu Regulamento Geral de Proteção de Dados – GDPR – o Senado Federal aqui no Brasil aprovou o Projeto de Lei da Câmera, nº 53, de 2018, consolidando assim como a Lei Geral de proteção de Dados – LGPD. Link: https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/133486

Disposição:

A Lei dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural.

Alguns modelos de negócios devem passar por adaptações, mas não deixarão de existir. Entenda que isso não é responsabilidade da TI, nem do Jurídico, mas sim responsabilidade de todos, inclusive da diretoria e conselho administrativo. A transparência pode se tornar uma vantagem competitiva.

Fundamentos:

Em resumo, a Lei fundamenta-se no respeito à privacidade, a inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem; e a defesa do consumidor. No inciso V do Artigo 2º a Lei inclui o desenvolvimento econômico e tecnológico e a inovação.

O desenvolvimento econômico e tecnológico e a inovação é algo presente em empresas com visão de futuro focada no crescimento. De fato em muitos ambientes a tecnologia é a espinha dorsal para o acesso e interação direta de clientes, fornecedores, parceiros de negócios e colaboradores. Não é possível pensar em proporcionar uma experiência positiva sem pensar no ambiente e sua infraestrutura tecnológica.

Um adendo: o profissional que não pensa fora da caixa está fora do mercado, esta é a realidade. Pensar fora da caixa faz a diferença em um projeto muito bem elaborado e de sucesso e mantém o profissional empregado e competitivo. Isso é indiscutível. Um bom profissional custa caro e para minimizar os impostos pagos, e diminuir o vínculo empregatício, muitas empresas contratam os colaboradores na modalidade de Pessoa Jurídica (PJ). Na área de TI isso é comum. Alguns são contratados em projetos específicos através de uma cooperativa a qual deve se filiar, outros em contratação direta mediante contrato de trabalho que repassa autonomia para o desempenho das funções no cargo que ocupa.

Aqui vai uma dica a estes profissionais: verifique seu contrato de trabalho pois você como um colaborador na modalidade PJ tem responsabilidades e poderá ser elegível em algum aspecto da Lei.

Aplicabilidade:

Aplica-se a qualquer operação de tratamento realizada por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, independentemente do meio, do país de sua sede ou do país onde estejam localizados os dados, desde que os tratamentos dos dados sejam realizados no Brasil, a atividade de tratamento tenha por objetivo a oferta ou o fornecimento de bens ou serviços, assim como quando os dados tenham sido coletados no Brasil, a pessoa ou empresa esteja prestando serviço no Brasil e os dados tenham sido processados no Brasil.

Alguma empresa foge disso? Dificilmente!

Quando não se aplica:

Em resumo, para fins exclusivamente particulares e não econômicos, para fins exclusivamente jornalístico, artísticos e acadêmicos; ou ainda para fins exclusivos de segurança pública, defesa nacional, segurança do Estado, ou atividades de investigação e repressão de infrações penais.

Considerações:

Dados pessoais: informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável.

Dados pessoais sensíveis: são dados relacionados à personalidade e escolhas pessoais, como religião, opinião política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde ou à vida sexual, dado genético ou biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural.

Dados anonimizados: são relativos a um titular que não possa ser identificado, considerando a utilização de meios técnicos razoáveis no momento do tratamento.

Banco de dados: conjunto estruturado de dados pessoais, estabelecido em um ou em vários locais, em suporte eletrônico ou físico.

Titular: pessoa natural a quem se referem os dados pessoais que são objeto de tratamento.

Controlador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, a quem competem as decisões referentes ao tratamento de dados pessoais.

Operador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, que realiza o tratamento de dados pessoais em nome do controlador.

Encarregado: pessoa indicada pelo controlador e operador para atuar como canal de comunicação entre o controlador, os titulares dos dados e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

E o que é tratamento de dados pessoais?

A lista é extensa. Considera-se toda operação realizada com dados pessoais, como as que se referem a coleta, produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transmissão, distribuição, processamento, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação ou controle da informação, modificação, comunicação, transferência, difusão ou extração.

Leia novamente a lista acima. Tem algum item que sua empresa não se enquadre? É provável que não.

Por que é tão difícil e complexo?

A segurança da informação é um quesito que tem grande peso e correlação com a nova Lei. Um termo conhecido aos profissionais de TI é “defesa em profundidade”, que na realidade é um termo emprestado dos militares, que se refere a táticas empregadas para criar camadas de defesas para impedir o progresso de um atacante, forçando-o a esgotar seus recursos disponíveis, em outras palavras, é destinado a identificar, mitigar e erradicar ataques.

Não basta mais estar seguro, sua empresa precisa mostrar que está segura. Por mais forte que um mecanismo de segurança possa parecer, não se deve depender apenas dele, do contrário, um único mecanismo de segurança com problemas pode comprometer a segurança como um todo.

Além disso, nas organizações é comum ter dados estruturados e não estruturados, com perfis ou hierarquias distintas de acesso aos dados, e registros contínuos de eventos para fins de auditoria. O backup e o armazenamento são tão comuns que as vezes nem se pensa em criptografa-lo. Lembre-se de que quando solicitada a remoção dos dados, ela deve ser permanente, inclusive dos backups.

É demorada e morosa a análise de todas as atividades de tratamento de dados. Identificar os tipos de coleta ou a forma de obtenção de consentimento envolverá várias pessoas e setores. Várias medidas de segurança poderão ser envolvidas a fim de se ter um diagnóstico de governança e segurança de dados. É enorme o trabalho de adequar os procedimentos internos e criar um compliance para assegurar a obtenção e conformidade das autorizações necessárias ao tratamento dos dados observando todas as obrigações legais.

E por fim, os parceiros de negócios são envolvidos no cumprimento dos procedimentos que asseguram a ampla informação dos titulares e aí poderá entrar a revisão e criação de documentos, políticas e processos. Isso demora.

O tratamento dos dados deve observar:

Finalidade: realização do tratamento para propósitos legítimos, específicos, explícitos e informados ao titular, sem possibilidade de tratamento posterior de forma incompatível com essas finalidades; ou seja, os mesmos que foram informados ao titular no momento da obtenção do consentimento.

Adequação: compatibilidade do tratamento com as finalidades informadas ao titular, de acordo com o contexto do tratamento.

Necessidade: limitação do tratamento ao mínimo necessário para a realização de suas finalidades, com abrangência dos dados pertinentes, proporcionais e não excessivos em relação às finalidades do tratamento de dados; ou seja, deve-se processar somete os dados que são necessários para atender a finalidade.

Livre acesso: garantia, aos titulares, de consulta facilitada e gratuita sobre a forma e a duração do tratamento, bem como sobre a integralidade de seus dados pessoais.

Qualidade dos dados: garantia, aos titulares, de exatidão, clareza, relevância e atualização dos dados, de acordo com a necessidade e para o cumprimento da finalidade de seu tratamento.

Segurança: utilização de medidas técnicas e administrativas aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou difusão.

Prevenção: adoção de medidas para prevenir a ocorrência de danos em virtude do tratamento de dados pessoais.

Não discriminação: impossibilidade de realização do tratamento para fins discriminatórios, ilícitos e abusivos.

Observe no artigo 7º da Lei, que o direito dos titulares é algo excelente para quem é titular, e algo complexo para quem detém e trata os dados. O consentimento do titular é pré-requisito em muitas ocasiões, além de que que, no Artigo 8º está explícito que deverá ser fornecido por escrito ou por outro meio que demonstre a manifestação de vontade do titular.

Dentre outros direitos dos titulares, temos o direito de obter do controlador a confirmação da existência de tratamento; o acesso aos dados; a correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados; a anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários; a portabilidade dos dados a outro fornecedor de serviço ou produto; a eliminação dos dados; e a revogação do consentimento.

Dicas valiosas:

É notado que muitas empresas já começaram a adequação, estão antecipando a dor de cabeça. Não sou especialista no assunto, entretanto, após participação em alguns eventos sobre a Lei Geral de Proteção de Dados, pude constatar alguns pontos valiosos que agregam valor diante da complexidade do assunto.

Primeiro, lembre-se como sua empresa lida com dados pessoais. Coleta ou trata dados pessoais no exercício de suas atividades? Coleta ou trata dados de seus empregados ou colaboradores? Recebe, produz, classifica, armazena, acessa, transmite, processa, armazena ou modifica dados pessoais? Possui meios ou medidas para proteger os dados?

Comece logo.

Crie um comitê ou grupo de trabalho para conduzir o tema. É fundamental o apoio do Jurídico, diretoria e TI, e se houver necessidade, uma assessoria externa. Mantenha os envolvidos regularmente informados sobre as atividades e evoluções dos processos. A adequação da lei necessita o engajamento multidisciplinar. Entenda que é pouco provável dar estes passos sozinhos com recursos internos.

Crie um mapa de dados e tenha o controle do inventário de ativos como softwares e aplicativos. Faça entregas pequenas e frequentes, assim perceberá a evolução do assunto e envolvimento das pessoas. Não esqueça do mundo off-line pois informações armazenadas ou tratadas de forma off-line também são regidas por Lei.

Segmentar o passado, o legado, do presente e futuro pode facilitar. Revise contratos com fornecedores, parceiros e outras partes.

O perímetro de segurança não está na empresa, mas sim nas pessoas. É necessário conscientização e treinamento. Segmentar redes, ter recursos de autenticação, política de compliance e um gerenciamento de segurança é fundamental.

É provável que tenha investimentos financeiros. A ampla ocorrência de vazamento de dados resultou na valorização de empresas que lidam adequadamente com dados. A segurança não pode ser vista apenas como despesas, mas como o meio de propulsão para alavancar negócios e fidelizar de clientes, além de evitar danos à imagem da marca.

Valor X Complexidade:

Podemos aproveitar a nova Lei para colocar a casa em ordem e tirar proveito das políticas, normas, processos e compliance para não ficar apenas na análise descritiva. Então quando ocorrer um fato, a pergunta “o que aconteceu?” não será mais necessária. Estejamos preparados para responder a pergunta “o que vai acontecer?” e não simplesmente “o que aconteceu?”. E vamos mais além, no prescritivo, então estejamos preparados para responder “o que fazer quando acontecer?”.

Outros benefícios:

Outro lado positivo é que podemos ter uma análise de dados combinada aos negócios, onde Big Data, Analytics e Machine Learning contribuem para a antecipação de tendências e análises comportamentais com maior precisão.

O desenvolvimento de novos negócios e produtos é na prática a inovação, e traz consigo maior assertividade e personalização na oferta de novos produtos e serviços ao público. Com isso há uma ampliação dos consumidores alvos. Pense no marketing direcionado para cada grupo de consumidor em potencial.

A proteção de dados tem sua importância atrelada diretamente aos negócios, pode favorecer a inovação, fomentar novas práticas e tecnologias em diversos setores.

É uma boa oportunidade de nos adequarmos.

Fonte: It Fórum 365

WhatsApp se inspira no Instagram e testa modo Boomerang para vídeos curtos

Enquanto ainda se prepara para a chegada do modo escuro, o WhatsApp pode estar pensando em liberar um novo recurso para seus usuários. Trata-se de uma funcionalidade que oferece pequenos vídeos em Boomerang ao melhor estilo Instagram.

De acordo com informações reveladas pelo pessoal do WABetaInfo, a novidade está em testes e ela só deve aparecer ao usuário quando o material tiver menos de 7 segundos. Com isso, a opção ficará alocada na tela de envio de vídeos, ao lado do botão de GIFs.

Assim, é possível adicionar o efeito de “vai e volta” ao vídeo e enviar para contatos, grupos ou usar no Status. Veja abaixo um exemplo de como funcionará a novidade para os usuários do WhatsApp:

Por enquanto, o WhatsApp ainda não se manifestou sobre o assunto. Com isso, fica um tanto difícil saber quando a novidade estará disponível para todos os usuários. Mesmo assim, o pessoal do WABetaInfo acrescenta que a função Boomerang será liberada inicialmente no iOS.

Vale lembrar que essa é mais uma funcionalidade que aumenta a integração entre o mensageiro e os seus irmãos do Facebook. Por isso, recentemente vimos que a empresa está testando uma opção para compartilhar o Status do WhatsApp na própria rede social e no Instagram.

Fonte: Tudo Celular

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Twitter para de usar dados de terceiros em sua plataforma

O Twitter anunciou nessa quarta-feira, 7, que está banindo dados de terceiros de sua plataforma de anúncios, levando anunciantes a comprar seus próprios portfólios se quiserem continuar a usá-los para segmentar anúncios. Assim, a plataforma deixaria de integrar esses provedores, como Acxiom, Oracle Data Cloud, Epsilon e outros, que têm uma vasta reserva de informações em audiência para anunciantes. A segmentação identifica pessoas baseadas em idade, gênero, renda, status familiar e outras características.

Em 2018, o Facebook realizou uma movimentação similar, após a exposição do caso Cambridge Analytica, quando um desenvolvedor externo se apropriou de forma ilegal dos dados de 87 milhões de usuários da rede. Também no ano passado, a União Europeia implementou a GDPR, que forçou anunciantes e plataformas a obterem o consentimento explícito dos usuários ao usar seus dados. O governo brasileiro também implementou recentemente a LGPD, com propósito semelhante. Nos Estados Unidos, o Congresso estuda medidas similares.

O clima inóspito mudou o cenário de dados no último ano. O IPG comprou a Acxiom por US$ 2,3 bilhões. Em abril, o Publicis Groupe comprou a Epsilon por US$ 4,4 bilhões. Marcas têm buscado, então, formas de coletar dados de consumidores que possam ser chamados de “first-party”.

Em nota, o Twitter afirmou que busca mudar o foco para sua API de integração com a segmentação dos próprios anunciantes. Também na quarta-feira, o Twitter admitiu que tratou de forma errada alguns dados de consumidores. Segundo a plataforma, eles podem ter mostrado anúncios baseados em informações coletadas com base no comportamento online fora de seu serviço.

Segundo o Twitter, eles foram capazes de conectar usuários a endereços de e-mail dos quais as pessoas nunca compartilharam com o serviço – o que permitiu à rede social coletar informações úteis para a segmentação publicitária. O Twitter não falou quantas pessoas foram afetadas ou o período de tempo em que isso ocorreu.

“Vocês confiaram a nós suas escolhas e falhamos aqui”, afirmou a companhia em um blog. “Pedimos desculpas pelo ocorrido e estamos tomando caminhos para fazer com que nunca mais cometamos esse tipo de erro.”

 Fonte: Meio & Mensagem