People Centric – São “apenas” pessoas!

Todo mundo tem um lado B. O meu é acadêmico: curso Doutorado em Processos e Manifestações Culturais na Universidade Feevale e pesquiso as relações e convergências entre mídia tradicional e novas mídias, com foco em telenovela e discurso dos interagentes no Twitter.

Por isso, recentemente participei do Intercom Sul, divisão regional de um dos principais congressos de comunicação do País. Nele, apresentei meu artigo sobre a relação da #primeiraguerramemeal com conceitos como identidade, alteridade, hibridismo. Na mesma divisão temática, com foco interdisciplinar, assisti a apresentação de propostas de estudo sobre a amorosidade em hostels, personal branding a partir do case do Hugo Gloss e o feminino em A Bela e a Fera.

Se você me leu até aqui, deve estar se perguntando: por que ela está falando disso aqui ao invés de falar sobre big data, análise de dados, essas coisas todas?

Porque quando comecei a pensar o que escrever nesse meu primeiro texto pra Zeeng, veio a seguinte ideia que norteia tudo o que eu faço: é TUDO SOBRE PESSOAS. Os trabalhos falavam sobre a relação entre pessoas em ambientes compartilhados, sobre como pessoas se tornam relevantes para pessoas e sobre as percepções que elas têm do mundo, sejam elas retratadas em um filme ou postadas no Twitter usando uma hashtag.

E quando pensamos em análise de dados, a primeira coisa que precisamos lembrar e o foco que devemos ter, o tempo todo: são pessoas. Pessoas que vivem, que postam, que compartilham suas experiências, suas preferências (ou não), que contam suas histórias. São elas que nós analisamos. É sobre elas que nos debruçamos numa boa análise.

Mesmo quando pensamos em empresas, nos concorrentes, também há, obviamente, pessoas por trás, com suas motivações, seus conhecimentos de mundo, suas vivências, estudos, crenças, o que se soma às diretrizes pré-existentes do negócio e influência nas decisões que são tomadas. Pessoas tomam decisões, não marcas.

Novos produtos são lançados para atender a demanda  – ou gerar o desejo – de pessoas. Notícias são publicadas também para atender a essa curiosidade, necessidade de pessoas. Respostas à interações de pessoas são postadas por pessoas nas redes sociais.

Há 20 anos, escrevo sobre pessoas. Conto histórias. E também para pessoas, seja contando uma história através de uma notícia, seja num post de blog pessoal ou ainda no Facebook do cliente. Escrevo para que pessoas leiam e se interessem por pessoas, por ideias, por marcas, por produtos. Para que queiram sempre mais.

Então, o que fica é: por mais que possamos otimizar, automatizar, tornar mais ágil o processo de análise de dados, ele sempre será humano. Seja no operacional, seja nos números, nuvens de tags, resultados que encontrarmos.

 

Poli Lopes: à frente da POT.Com, atuo em planejamento, estratégia, curadoria e produção de conteúdo para sites e redes sociais. Sou jornalista (2001) e trabalhei em veículos impressos, rádio, tv e assessoria de imprensa até 2011, quando migrei para o digital. Em agência, participei das equipes responsáveis por planejamento e estratégia, produção de conteúdo, monitoramento e avaliação de resultados da atuação de empresas como John Deere Brasil, Inbetta, Artecola, Xalingo Brinquedos e Hercosul Alimentos nas redes sociais.

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